quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Capitulo 29



                                  Nathan’s Pov


A claridade que batia em meu rosto me fez acordar, sentei na cama, me apoiando nos braços e cocei levemente a cabeça. Olhei para o lado e Roxy não estava lá, pulei da cama rapidamente.


- Roxy? Roxy? - chamei ela e logo ouvi o chuveiro ser ligado, relaxei os ombros, ela estava no banho. Não conseguia acordar sem ter ela do lado, sempre penso que algo ruim aconteceu e ela foi embora. Me sentei de volta na cama e liguei a Tv, esperando ela sair do banheiro, minutos depois ouvi a porta abrir e ela sair cantarolando.


- Bom dia! – caminhei até ela e lhe dei um selinho e acabei sendo molhado.


- Bom dia amor! – ela sorriu.


- Um minuto. - falei e caminhei para o banheiro, tomei um banho e logo sai, indo até o guarda roupa e vestindo uma roupa qualquer.


- Eita! Foi rápido hoje. – Roxy riu.


- Ah sabe como é, você não estava lá. - sorri pegando uma Box e vestindo.


- Huum acordou espertinho hoje.


- Sempre. - vesti a camisa e a abracei pela cintura. - então, o que temos de bom hoje?


- Não sei, o que você quer fazer hoje? – ela passou as mãos pelo meu pescoço e começou a acariciar a minha nuca.


- Hum, passar o dia com você. – sorri.


- Isso a gente faz todo dia. A gente podia sair sei lá.


- Quer ir aonde? – acariciei seu rosto.


- Vamos tomar algum café fora, ou se não andar no parque. Respirar um pouco. – ela suspirou.


- Vamos. - sorri para ela e mordi sua bochecha, peguei um casaco de capuz, e esperei ela se arrumar.


- Você gosta de morder a minha bochecha eim. – ela sorriu colocando a camiseta.


- É muito boa de se morder. – comentei.


- Jura? Elas são fofinhas? – ela apertou as próprias bochechas e eu comecei a rir.


- São muito cheinhas.


- Haha gracinha. – ela mostrou a língua.


- Não quer que eu morda, não faço mais. – me levantei.


- Não falei nada sobre isso mocinho. – ela apontou pra mim.


- Então vamos. – estendi a mão pra ela.


- Uhum. – ela sorriu e entrelaçou nossas mãos.

 Saímos do quarto e descemos as escadas, nós dois quase caindo nela porque apostamos de quem chegava mais rápido no final.


- Ganhei! - gritei assim que cheguei no ultimo degrau.


- Lógico você me empurrou pra dentro do quarto do Jay. – ela cruzou os braços.


- Mas, você desceu pulando dois degraus então valeu. - a olhei.


- Eu quase fui de cara no chão, só não cai por que o Jay me ajudou.


- Mas eu ganhei. – falei vitorioso.


- Falo nada. – ela revirou os olhos.


- Já estão brigando? - Siva entrou na casa com algumas sacolas nas mãos.


- Siva, ele roubou. A gente tava apostando corrida e ele me empurrou pra dentro do quarto do Jay. – Roxy falou manhosa.


- Ah não agora vai confiar nela? - o olhei, fazendo sinais que ela estava mentindo, sem ela ver.


- Lógico que vai, eu não to mentindo. O Jay é a prova viva disso, ele me empurrou pro quarto dele sendo que o Jay tava só de cueca, CUECA! – Roxy riu.


- Vocês dois que tem as brigas que se entendam. - ele sorriu e foi para a cozinha.


- GANHEI RÁ! - apontei pra ela.


- Foda-se também. – ela se sentou no sofá emburrada. Comecei a rir dela, Roxy odiava perder. Megan e Max desceram as escadas e então fui até o sofá e me joguei em cima de Roxy, colocando a cabeça em seu colo.


- Fica assim não amor, próxima eu deixo você ganhar.


- Não quero papo contigo, vou tomar café sozinha.


- Não, por favor não. – fingi desespero.


- Eu não vou acreditar nessa ceninha. – ela mostrou a língua.


- Vish já tão brigando de novo. - Megan se sentou no outro sofá.


- Esses dois são piores que criança. – Max riu. – qual o motivo dessa vez?


- Ele trapaceou. – Roxy apontou pra mim.


- Eu não! Eu ganhei a descida das escadas e ela diz que eu roubei. - virei meu rosto e mordi a perna dela.


- Virei docinho agora? – Roxy perguntou brava. – ele me empurrou pro quarto do Jay, e ele estava só de CUECA!


- Ah mais o Jay é uma coisa boa de se ver de cueca. - Meg sorriu.


- É nisso você tem razão, e ele tava de boxer preta. – Roxy riu.


- Ei a gente ainda ta aqui. – Max reclamou.


- Verdade! - olhei pra Roxy.


- Calado vocês só querem brigar. - Meg sorriu.


- Isso não é verdade. – Max comentou.


- É sim e cala a boca. – Roxy me empurrou de seu colo e se levantou. – bem, eu vou tomar o meu cafezinho.


- Vou com você. - me levantei.


- Não vão a nenhum lugar. - Claire saiu da cozinha e veio até nós, sendo acompanhada de Tom, Siva e Nareesha.


- Uow o que ta acontecendo? - Meg os olhou.


- Queria mostrar isso a vocês. - ela jogou na mesinha do centro uma revista com alguma celebridade na capa, nos ajoelhamos em volta da mesa e a encaramos.


- E dai? É só uma revista de fofoca. – falei.


- Hoje eu fui comprar algo para o café e passei na banca de jornais. - Siva falou.


- Olha é um dálmata. – Roxy pegou a revista.


- E dai Siva?! O que tem demais? – Max perguntou.


- Abram a pagina 26. - Claire falou, Roxy começou a folhear a revista e parou na pagina.


- Olhe, somos nós! - Megan apontou.


- Deixa eu ler. - pedi e ela me deu a revista, comecei a ler alto o que tinha escrito na matéria.


- “A noite de ano novo parece que foi comemorada em bastante estilo e alegria pelos rapazes do The Wanted. Acompanhados de suas namoradas e affair (menos Jay McGuiness, que estava sozinho). Eles passaram a noite do dia 31 aos pés da London Eye vendo a queima de fogos. Nathan e Roxy (ambos de 19 anos) estavam aos beijos e carinhos quando o relógio deu meia noite.” – tinha duas fotos lado a lado, uma eu beijando Roxy e a outra eu girando ela, mostrei a todos e continuei – “mas parece que não foi só o casal que estava se divertindo não, além de Siva e Nareesha, Tom e Claire estarem no maior amor na chegada do ano novo, tivemos uma surpresa inesperada. Nossas câmeras conseguiram capturar a hora em que Max George (24 anos) se ajoelhou na frente de Megan (22 anos) e a pediu em casamento, uma cena bastante linda de  se ver.” - tinha também duas fotos onde Max estava ajoelhado na frente de Meg e a outra ele colocando o anel no dedo dela, passei a revista outra vez para eles verem. – “parece que o The Wanted começou o ano bem, não acham?” - terminei de ler e joguei a revista na mesa.


- Que rápidos não? - Nareesha falou.


- Até demais. – Tom riu.


- Own essas fotos estão lindas. – Roxy pegou a revista novamente.


- Vamos corta-las? - Megan pediu.


- Vão voltar a ser criança? – gargalhei.


- Cala a boca Nathan! – Roxy falou. – depois a gente pega na internet Meg, devem estar bem melhores.


- Olha a cara do Jay bebendo o champanhe. - Siva apontou pra foto.


- Deixa a Tess ver essas fotos. – Roxy riu.


- Vixe ela não vai gostar. – Max comentou.


- Gostar do que? - Jay apareceu na sala.


- Olha o cachaceiro ai. – falei.


- A Tess não vai gostar dessas fotos. – Tom riu e jogou a revista pra ele.


- Como elas foram parar aqui? - ele sacudiu a revista.


- Ah Jay você só ta bêbado, uma coisa que sempre acontece. - Siva falou.


- É claro que ela não vai falar nada Jay, relaxa ela não vai te deixar. - Megan sorriu.


- Vocês nem sabem se eu to com ela. - ele falou.


- A gente só ta curtindo com a tua cara. – Max riu.


- Ficou todo desesperado. – Naree falou.


- Então, chega dessa história, chega de revista. – falei.


- Agora eu vou indo. – Roxy caminhou até a porta.


- Eu vou com você. - me levantei e fui atrás dela.


- Então vamos logo, eu to morrendo de fome. - peguei na mão dela e fomos caminhando, sem nos importar até a cafeteria perto dali, entramos, fizemos nossos pedidos e nos sentamos.


- Eu to com muita fome. – Roxy resmungou. – cadê esses caras com meu café?


- Calma que eles já vem. - fiquei mexendo no celular por enquanto. - o Twitter está uma loucura.


- Por que? O que houve? – ela enfiou a cabeça na minha frente para olhar o celular.


- As fotos de ontem, Max e Megan, eu e você. - tentei olhar o celular.


- Ah entendi. – ela riu.


- Olha ai o seu café. - falei amostrando o homem trazendo nossos pedidos.


- Obrigada moço. – Roxy logo começou a comer. – fala sério esses muffins são ótimos.


- Sou mais meu chá. - falei tomando ele.


- Você vive de chá. – ela respondeu.


- Até você? – reclamei.


- Só estou falando a verdade. – Roxy começou a comer outro muffim.


- Hum – rolei os olhos e tomei meu chá.


- Ficou bravo?


- Não. – falei sorrindo.


- Não parece. – ele tomou seu cappuccino.


- Ah Roxy é que vocês implicam demais com meu chá. – falei.


- A gente fala brincando amor, é legal te ver nervosinho.


- Mas você não gosta quando te deixo nervosa. - terminei o chá.


- Por que as vezes eu sou estourada demais, você é mais tranquilo.


- Será? – sorri.


- Uhum. – ela retribuiu o sorriso.


- Então, terminou? - perguntei olhando a rua.


- Agora eu terminei. – ela deu um ultimo gole em seu café.


- Então vamos para onde? – comecei a girar o celular entre os dedos.


- Não sei, quer andar no parque? – Roxy se levantou.


- Pode ser! - me levantei junto com ela, paguei a conta e saímos de mãos dadas. Enquanto caminhávamos, abracei Roxy de lado e continuamos nosso destino, até que meu celular vibrou, olhei o visor e era Max, Li a sms que ele tinha me mandado e aposto que Roxy iria adorar


- Vem, vamos para outro lugar. - peguei sua mão e parei o táxi que passou minutos depois.


- Outra surpresa? – ela perguntou.


- Um convite digamos assim. - sorri para ela e o táxi seguiu o rumo que pedi.


                                    Max’s Pov


Eu e a Megan já estávamos no shopping apenas esperando Nathan e Roxy chegarem, era comum os dois demorarem. Ficamos parados em frente ao Starbucks que era bem perto da entrada do shopping, então seria mais fácil deles nos verem.


- Até que enfim chegaram. – falei assim que avistei-os.


- Desculpa, estávamos um pouco longe daqui. - Nathan se aproximou puxando Roxy pela mão.


- Então combinaram de nos encontrar aqui também? - Megan perguntou.


- Não sabíamos que tínhamos combinado isso. – Roxy olhou para Nathan.


- Na verdade, eu quero adiantar algumas coisas para o casamento. Aproveitar que ainda não estamos em shows e essas coisas. E também assim nos casamos mais rápido. – sorri.


- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!! – Roxy gritou animada.


- Mas como você planeja uma coisa dessa sem me consultar Maximillian? - Meg me empurrou sorrindo.


- Queria fazer surpresa. – respondi.


- Como sempre. - ela sorriu e me abraçou.


- Ta gente, chega disso. - Nathan rolou os olhos.


- Vamos as compras. – Roxy falou animada e saiu na frente.


- Sua namorada é maluca. – comentei.


- Percebi isso desde o dia que a conheci. - ele sorriu.


- Parem de falar dela - Megan nos encarou.


- A gente ta brincando amor. – a abracei por trás.


- Olha que se eu falar pra ela, vocês estão ferrados. - ela sorriu.


- Nem brinca. – comecei a rir.


- Sério, eu não quero ver a Roxy zangada. - Nathan fez sinal de negação com a cabeça.


- Eu muito menos. – sorri. Entramos em uma das primeiras lojas que vimos, eram de convites e afins. Aquele shopping definitivamente era um ótimo lugar para olhar essas coisas, já que possuía um andar apenas com lojas de convites, roupas, opções de buffet...


- Olha esse Roxy! - Megan olhava os convites que estavam no balcão de vidro.


- Awn que lindo! Olha esse aqui. – Roxy apontou para outro.


- Pra mim são todos iguais. - Nathan sussurrou para mim.


- A única coisa que eu vejo de diferente é o estilo da letra. – sussurrei de volta.


- AH AMEI ESSE! - Megan estava apontando para o livro que a vendedora lhe mostrava.


- Vai querer esse mesmo pequena? – a abracei por trás.


- Não sei está legal? - ela apontou para ele.


- Humm eu gostei.


- Roxy? Nathan? – ela os olhou.


- Eu gostei, mas Megan, antes a gente tem que fazer a lista de convidados. – Roxy falou.


- É verdade! - ela passou a mão nos cabelos. - e agora?


- A gente deixa uma quantidade reservada, sei lá, e qualquer coisa depois incluímos mais ok?! – sorri.


- Max dando ideia gente. - Nathan gargalhou.


- Ei, eu não sou você que não presta pra nada. – retruquei.


- Ui Nathan. - Meg fingiu espanto.


- Eu presto sim ta ouvindo seu careca. - Nathan rolou os olhos.


- Só se for pra beijar a Roxy. – brinquei de novo.


- Hum? – Roxy me encarou confusa.


- Isso eu faço com orgulho. - Nathan sorriu e puxou Roxy para um beijo.


- Ei! Aqui na loja não. - Megan olhava pra atendente.


- Eu não to entendendo mais nada. – Roxy comentou.


- Esquece. – falei. Voltamos a conversar com a atendente e deixamos tudo organizado, depois traríamos direito tudo o que teria no convite e a lista de convidados.


- Vamos aonde agora? - Megan falou engraçada ao sairmos da loja.


- O que você quer ver? Buffet? – perguntei.


- Pode ser, porque o vestido você não pode ver.


- Por que não?


- Da azar Max. – Roxy riu.


- E ainda tem isso? - Nathan abraçou Roxy enquanto caminhávamos.


- Tem! Vocês não entendem nada mesmo eim. – Roxy revirou os olhos.


- Não vai dar nada de errado no nosso casamento. – entrelacei a minha mão com a da Megan.


- Mas não pode ver, só no dia. - Meg sorriu.


- Eu vou ter que ficar mais ansioso mesmo?


- To vendo esse dai ter um ataque no dia. - Nathan gargalhou.


- Vai ficar ansioso sim! Não pode. - Meg me bateu levemente.


- Eu acho que o Max vai chorar no dia. – Roxy riu.


- Calem a boca. – falei.


- Awn Max vai chorar? - Megan me olhou.


- Depois o bebê sou eu. - Nathan gargalhou.


- Você ainda é o bebê. – apontei para Nathan. – não sei se vou chorar.


- Eu vou - ela sorriu olhando pra frente.


- Você chora até em propaganda de sabão em pó Megan. – Roxy riu.


- É verdade. - Nathan sorriu junto com Roxy.


- Ah parem! Vai ser um dia especial, o mais especial da minha vida, é claro que eu vou chorar. -Megan deu língua pra eles.


- Vai ser um dos dias mais especiais da sua vida. – beijei sua bochecha.


- Awn que lindo. - Megan tocou meu rosto.


- Nossa. - Nathan bufou.


- O que foi Nathan? – perguntei.


- A melação ta grande aqui hein, não quero ter diabetes. - ele sorriu.


- Diabetes são as dançarinas do Diabo. - Megan falou e nós dois rimos.


- Nathan vamos embora por favor. – Roxy falou.


- Mas vão embora porque? - Megan parou de rir.


- Por que essa foi a pior piada que eu já ouvi na vida.


- Sério, vou até ficar calado. - Nathan falou.


- Não foi ruim. – falei.


- É, foi demais. – Megan sorriu.


- Vocês são péssimos com piadas, socorro. – Roxy comentou. Continuamos entrando em tudo quanto é loja, verificando preços, decoração, buffet... não pagaríamos nada no momento, precisávamos ver muitas coisas ainda antes de decidir isso. Como sempre ficamos com fome de tanto dar voltas naquele shopping, fomos até a praça de alimentação e sentamos um pouco mais afastados.


- Eu quero um Hambúrguer. - Meg pediu feito uma criança.


- Eu quero lasanha. – Roxy falou.


- Quero o mesmo da Roxy! - Nathan mexeu no celular.


- Então você vai lá pedir o de vocês. – apontei para o Nathan. – enquanto eu pego o meu e da Megan.


- Isso vão. - Megan abanou as mãos.


- Ta bom. – nos levantamos e seguimos rumos diferentes, a fila do McDonald’s estava um pouco grande, então tive que esperar um pouco até que fiz meu pedido, minutos depois já estava voltando com o meu lanche e o da Megan. Nathan e Roxy já estavam comendo, e como a lasanha era um pouco grande, estavam dividindo o prato.


- Ta do jeito que eu gosto. - Megan lambeu os lábios.


- Eu sei. – sorri.


- Vocês estão perdendo, essa lasanha esta ótima. – Roxy comentou.



- Esta deliciosa. - Nathan mal falava.


- Não obrigado, prefiro meu Hambúrguer. - Meg deu uma mordida nele.


- Concordo com a Meg. – continuei comendo.


- Hum, então a gente ainda tem que pensar em local, igreja, convidados, padrinhos, roupas. -Megan não parava de enumerar.


- Padrinhos, já temos alguns, convidados a gente faz a lista mais tarde. Você quer casar na igreja? Pensei em fazer tipo na praia, ou aqueles lugares abertos que geralmente tem festas... – sorri.


- Hum gostei da ultima opção. – Roxy sorriu.


- É melhor porque assim mal acaba o casamento a gente corre pra beber. - Nathan falou.


- Pode ser em um local assim. - Meg falou.


- Correr pra beber nada mocinho, nada de gente bêbada no casamento. – Roxy falou séria.


- Ah sério isso? Max não vai ter bebida? Jay vai se decepcionar. - Nathan balançou a cabeça em negação.


- Lógico que vai ter bebida. – falei. – a Roxy só não vai deixar você beber.


- Até por que, quem vai beber sou eu. – ela sussurrou pra Megan rindo, Nathan ouviu e fechou a cara.


- Mas o que é isso? - ele a encarou.


- Vish... - Meg sussurrou.


- Hum? – Roxy voltou a comer e enfiou o máximo de lasanha possível na boca.


- Esquece. - Nathan rolou os olhos.


- Só sei quem não vai beber é o Max. - Meg falou e a encarei.


- Hum? Por que não?


- Você é o noivo, não pode ficar bêbado.


- Nem a noiva. – falei.


- Mas as madrinhas podem. – Roxy sorriu.


- E os padrinhos. - Nathan também sorriu.


- E nós ficamos só no champanhe. - Megan deu palminhas em eu braço.


- Melhor ainda. – falei animado.


- Ai já to até vendo esse casamento, imagina o Tom. – Roxy gargalhou alto.


- O Tom vai chorar por causa do Max. - Nathan gargalhou.


- Tom vai fazer um protesto no casamento. – Roxu completou.


- Exagerados. – revirei os olhos.


- Ele vai ficar gritando “Porque Max? Porque?” - Meg sorriu.


- A Claire vai soca-lo. – sorri.


- Vai mesmo! - Nathan sorriu alto.


- Megan, você já avisou sua mãe que vai casar? – perguntei.


- Er... não. - ela meio que encolheu os ombros.


- Sua mãe vai ter um treco quando descobrir. – sorri.


- Será? - ela estava assustada.


- Vai nada. Rosalie adora o Max , não vê o presentão de natal dele? - Nathan falou.


- Ainda tem meu pai. - Meg falou baixo.


- Ah o tio August é de boa. – Roxy falou.


- Depois a gente conta pra eles então. – comentei.


- É, depois. - ela sorriu pegando minha mão.


- Gente... – Roxy se pronunciou.


- Hum? - Nathan perguntou e a olhamos.


- Acho melhor irmos para casa.


- Por que? – perguntei.


- Vejo pessoas com câmeras. – ela sorriu fraco.


- Mas você é minha namorada. - Nathan passou o braço em seu pescoço, a puxando para ele.


- Eu sei mas... me sinto desconfortável de vez em quando.


- Então vamos, eu já terminei. - Megan limpou as mãos.


- Vamos. - Nathan se levantou.


Caminhamos até o meu carro e fomos embora do shopping, eu e a Megan ainda tínhamos que decidir muitas coisas a respeito do casamento. Assim que chegamos em casa nos jogamos no sofá de tão cansados que estávamos. Andar naquele shopping a tarde inteira não era nada fácil.


                                  Roxy’s Pov


Depois que chegamos em casa, eu fui direto tomar um banho. Não demorei muito já que era mais para tirar o cansaço. Caminhei até o armário e tirei um shorts e uma blusa mais curtinha, um pouco acima do umbigo. Me deitei na cama e comecei a assistir Magic Mike, definitivamente aquele filme era maravilhoso, eu estava tão concentrada que nem percebi a porta se abrindo.


- Oi amor. – Nathan pulou na cama.


- Oi oi. – sorri.


- Ta assistindo o que? - ele me abraçou por trás.


- Magic Mike.


- Hum esse filme não é pra você ver. - ele tampou meus olhos.


- Por que não? – perguntei indignada.


- Tem homens pelados nele, e o único que você pode ver nesse estado sou eu.


- Ai que drama. – sorri. – tira a mão dos meus olhos e deixa eu desligar a tv então.


- Tudo bem. - ele retirou a mão dos meus olhos.


- Ah Nathan, deixa eu assistir. É o Matt, o Alex e o Channing.


- Pra que se você tem eu aqui. - ele sorriu.


- Televisão desligada. – sorri.


- Que bom. – ele falou arrastado.


- Hoje eu estou com mais preguiça que o comum. – me joguei para trás caindo deitada no colo do Nathan.


- Preguiça? Não era pra estar. - seus olhos estavam de um verde intenso.


- Por que não? – perguntei curiosa.


- Porque eu não quero te ver preguiçosa. - ele sussurrou perto dos meus lábios.


- Eu não posso, e você pode?


- Talvez. – ele sorriu.


- Que injusto isso.


- Não é não.


- Lógico que é. Eu tenho todo o direito de estar com preguiça.


- Ah Roxy, ta bom fica ai com preguiça. - ele se ajeitou na cama, emburrado.


- Para de ser estressadinho. – me sentei na cama de frente pra ele.


- Eu venho todo cheio de carinho e você fica ai com sua preguiça. - ele fez um bico enorme.


- Awn desculpa amor. – me aproximei dele e lhe dei um selinho rápido. – agora desfaz esse bico.


- Não. - ele sorriu e voltou a fazer o bico.


- Desisto. – suspirei e me levantei da cama.


- Não, não vai. - ele me puxou de uma vez, fazendo eu cair na cama.


- Você é muito confuso. – sorri mexendo em seu cabelo.


- Você me deixa confuso, perdido. - ele sorriu.


- É você também me deixa assim. – sussurrei ainda o encarando.


- Pensei que não tinha entendido as minhas indiretas. - ele sorriu malicioso.


- Na verdade, eu entendi desde a hora que você entrou no quarto. – aproximei mais nossos rostos.


- Não parecia. - ele apertou minha cintura, ficando por cima de mim.


- Eu tenho que jogar um charme não?! – mordi seu lábio inferior.


- Gosta de me provocar não é? - ele sorriu colando nossos corpos.


- Eu adoro. – sussurrei e mordi o lóbulo de sua orelha.


- Gosta quando eu correspondo? - ele agarrou minha perna e a colocou em sua cintura.


- Fica ainda melhor. – comecei a acariciar a sua nuca.


- Eu também gosto. - ele sorriu e avançou em meus lábios, abri um pouco a boca e aprofundamos o beijo, suas mãos percorriam livremente o meu corpo sem parar em um ponto fixo, até que resolveu deixa-las em minha cintura que já estava descoberta pela blusa curta que eu usava. Suguei o seu lábio inferior partindo o beijo, desci até seu pescoço e comecei a mordisca-lo, o cheiro de seu perfume estava intenso, e isso só me incentivava a continuar naquela região.


Nathan puxou a minha blusinha para cima (não que fizesse muito diferença) e eu terminei de retira-la, naquele dia em especial eu estava com a minha lingerie da Victoria Secrets, (não que eu já esperasse por isso, mas é que eu tinha ficado com preguiça de procurar outras). Nathan nem reparou muito, estava um pouco desesperado. Voltei a minha atenção para os seus lábios e o beijei calmamente, mas logo ele intensificou. Suas mãos estavam em minha cintura e me puxavam mais para perto toda hora, na tentativa de colar mais nossos corpos. Nath começou a descer os beijos até o meu pescoço e deu leves mordidas ali, suspirei pesado e comecei a acariciar suas costas, enquanto ele trilhava beijos desde o meu colo até o meu umbigo.


Nathan voltou a me beijar, mas dessa vez suas mãos desceram até o meu shorts. Enquanto ele estava em uma tentativa falha de desabotoa-lo, eu acariciava o seu rosto de uma maneira tranquila, eu não estava com pressa alguma, só precisava curtir e muito aquele momento. Nathan resmungou alguma coisa e eu não pude deixar de rir do seu momento de raiva.


- Já esta perdendo o jeito? – sussurrei mordendo o lóbulo de sua orelha.


- Essas roupas estão cada dia feitas para não serem abertas. - ele ainda tentava abrir.


- Você que ta mal. – levei as mãos ao shorts e o abri facilmente. – ta vendo.


- Sorte do acaso. – ele piscou.


- Vem cá. – o puxei novamente e selamos nossos lábios em um beijo um pouco mais agressivo, Nathan abaixou meu shorts até onde conseguiu e eu empurrei o resto com os pés, ótimo eu estava só de roupa intima enquanto ele estava completamente vestido. Ele partiu o beijo mordendo o meu lábio inferior fortemente e se afastou um pouco olhando o meu corpo.


- O que foi? – perguntei.


- Você assim de lingerie, é tão sexy. - ele mordeu o lábio.


- Você fica sexy até demais sem toda essa roupa. – sorri maliciosa.


- Você não pediu antes. - ele sorriu e retirou a camisa.


- Nathan... – mordi o lábio inferior. – uma perguntinha, a porta esta trancada?


- Er... - ele caminhou até a porta e a fechou com a chave. - sem perigo de Megan. - ele sorriu.


- E sem perigo de sermos interrompido, de novo. – falei. – agora volta pra cá.


- Está muito apressada, não? - ele sorriu desabotoando a calça, sem tira-la.


- Culpa sua. – mordi o lábio inferior.


- Vem aqui. - ele me puxou para fora da cama.


Nathan segurou em minha cintura fortemente e voltou a me beijar com todo o desejo possível, levei as mãos a sua nuca e entrelacei os dedos em seu cabelo. Ficamos nos beijando por incontáveis minutos até que ele desceu as mãos até as minhas coxas, peguei um pouco de impulso e ele me levantou fazendo-me entrelaçar as pernas em seus quadris. Nathan foi caminhando até a cama, até que caiu com tudo em cima de mim. Soltei um gemido baixo assim senti o seu corpo se pressionar contra o meu, ele sorriu vitorioso e direcionou as mãos até o fecho do meu sutiã. Não demorou muito e Nathan já mordisca e sugava meus seios com certa agressividade.


Puxei seu rosto, e iniciei outro beijo com as mão já em sua boxer. Comecei a brincar com o elástico da mesma até Nathan apertar a minha cintura com um pouco mais de força, imediatamente empurrei a sua boxer para baixo e ele me ajudou empurrando-a com os pés. Não demorou muito e minha calcinha se juntou ao resto de nossas peças perdidas pelo quarto. Enquanto nos beijávamos calorosamente, Nathan abriu a gaveta do criado mudo e retirou uma camisinha do mesmo, rasgou o pacotinho com os dentes daquele jeito sexy que só ele conseguia. Não esperou nem eu recuperar a minha respiração e me penetrou com força, não conseguimos evitar e um gemido alto escapou.


Ele mantinha os movimentos de ir e vir enquanto eu arranhava suas costas fortemente, até que ele começou a movimentar-se mais calmamente apenas para me torturar, selou nossos lábios, mas não conseguimos continuar o beijo já que estávamos completamente ofegantes, mordi o seu lábio inferior pedindo que ele aumentasse a velocidade novamente, e foi o que ele fez. Não demorou muito e eu cheguei ao meu ápice, Nathan deu mais umas duas estocadas até que relaxou o corpo completamente sobre o meu, enquanto recuperávamos a nossa respiração, eu acariciava a sua nuca levemente e ele fazia o mesmo em minha cintura.


- Já estava com saudades de usar a cama. – comentei divertida.


- A gente já usou alguma vez? - ele sorriu brincalhão.


- Várias vezes. – sorri.


- Ah sim. - ele sorriu pousando a mão em meu rosto.


- Se eu te disser que esta ficando cada vez melhor, você vai concordar? – perguntei rindo.


- Melhor? Como assim melhor? - ele se apoiou no cotovelo.


- Sexytime. – sorri. – acho que é por que você me surpreende sempre, não só com isso.


- Se não você se cansa de mim. - ele sorriu.


- Isso é meio impossível de acontecer.


- Ainda bem. - ele beijou minha testa.


- E você, não se cansa de mim? – perguntei. – por que eu sou um pouco estressada as vezes, e sei que você fica chateado com isso.


- Não, eu nunca vou me cansar de você. - ele sorriu.


- Huuuum! Bom saber. – sorri largamente.


- Você que quer largar de mim - ele fez bico.


- Da onde você tirou isso? – perguntei acariciando o seu rosto.


- Ah sei lá você meio longe de mim nesse instante. - ele sorriu e me puxou pela cintura para mais perto dele.


- Não me assusta desse jeito. – suspirei. – pensei que você estava bravo ou coisa parecida.


- Eu bravo com você? Não. - ele gargalhou e me encarou. - não quero ficar bravo com minha pequena.


- Sério Nathan, não me assusta. Eu não quero que a gente fique brigando toda hora e essas coisas, e geralmente quando você fica bravo, eu fiz alguma coisa errada, e isso me deixa mal e... – comecei a falar descontroladamente.


- Shiii!! - ele colocou o dedo indicador nos meus lábios para me silenciar. - eu também não quero ficar brigando com você. Eu sei que esse estresse é o seu jeito e eu compreendo. Vamos nos entender, só precisamos conversar nessas horas de briga, afinal, a gente sempre se resolve. - ele acariciou o meu rosto.


- Eu sei, mas é que eu tenho medo de estragar tudo. – entrelacei nossas mãos. – mas ainda bem que você consegue me entender se não já estaríamos separados a muito tempo.


- Isso nunca vai acontecer, não enquanto eu puder lutar por isso. - ele me deu um beijo leve.


- É eu também não vou deixar você escapar tão fácil. – o abracei fortemente.


- Então vamos ficar aqui pra sempre. - ele retribuiu o abraço, me apertando a ele.


- Bem que eu queria. – sorri largamente.


- Eu também, mas vamos ficar assim por enquanto. - ele não me soltou.


- A porta esta trancada mesmo, ninguém vai interromper nada então... acho que não tem problema. – comecei a acariciar a sua nuca e sua perna com os pés.


- É, ninguém vai nos incomodar. - ele começou a mexer em meu cabelo, ainda me tendo em seus braços.


- Ainda bem. – comecei a rir lembrando da cena da Megan.


- Está pensando naquele dia? Da Megan?


- Ai Nath, desculpa quebrar o clima, mas eu não consegui evitar. – comecei a rir mais alto.


- É, foi bem engraçada aquela situação. - ele me acompanhou.


- Eu fiquei morrendo de vergonha, e ainda cai no chão.


- E eu que fiquei sem jeito, todo...todo...sabe? - ele arregalou os olhos fazendo caretas de expressão e logo sorriu.


- É deu pra ver pela toalha. – comecei a rir.


- Foi constrangedor. - ele gargalhava.


- Foi hilário.  A Megan ficou toda: OMG! Vocês iam fazer isso mesmo?


- Será que ela contou para o Max sei lá? - ele me encarou e começou a rir descontroladamente.


- Acho que não. Ela vai querer esquecer aquela cena pra sempre.


- Ah nem sou tão feio assim. - ele fingiu tristeza.


- Não falei que você é feio, você é bonito até demais. – tenho certeza que tinha corado. – mas é que a gente estava quase tirando as toalhas.


- Obrigado pelo bonito. - ele beijou meu nariz. - mas foi bom ela não ter visto mesmo, ou eu iria morrer de vergonha assim que a olha-se sempre, ou Max me mataria ao saber dessa história. - ele rolou os olhos.


- De nada. – sorri. – depois do que a gente fez na cama dele, acho que ele nunca mais vai ficar tão bravo.


- Ah isso é verdade. - ele sorriu.


Continuamos deitados apenas relembrando algumas coisas que já haviam acontecido entre nós dois, as partes das brigas, lógico que foram cortadas. Nos ajeitamos na cama, e começamos a assistir manda chuva, eu e o Nathan começávamos a rir de qualquer coisa que ele falava, acho que estávamos felizes demais.


                                      Megan's Pov


Terminei de prender o cabelo e me olhei no espelho, estava pronta para fazer o anuncio aos meus pais sobre o casamento. Enquanto ajeitava a gola da minha blusa, reparei na aliança e curiosamente fiquei a olhando, ela cintilava tão maravilhosamente, e ali no meu dedo era tão... linda. A porta do quarto se abriu o que me fez sair do transe e encarar Max entrando no quarto.


- Está pronto? - perguntei terminando de me ajeitar.


- Só preciso trocar de camiseta. – ele sorriu.


- Tudo bem. - sorri e ele pegou uma camisa azul. - amor, eu estou nervosa. - sorri apertando as mãos.


- Vai dar tudo certo Meg. – ele me abraçou por trás. – não vai ser tão difícil assim.


- Ah mas não sei qual será a reação dos meus pais. Eles me tiveram muito cedo e tenho medo de que eles não queiram que aconteça comigo, ou vai que eles pensem “você não me pediu a permissão primeiro” - fiz aspas com as mãos.


- Megan, você já tem vinte e dois anos, você responde pelos seus atos, eles querendo ou não.


- Quer saber, quem liga? Eu vou me casar com o homem que eu amo. - sorri para ele.


- Eu também te amo. – Max depositou um beijo no meu pescoço.


- Então vamos? - perguntei dando um rápido selinho nele.


- Uhum! – Max sorriu.


Ele pegou em minha mão e saímos do quarto. Avisamos a todos que estavam na sala aonde íamos e saímos fora de casa para o carro. Max começou a dirigir pelas ruas, já que o apart. não era tão longe. Chegamos em alguns minutos e logo subimos até o apê. Toquei a campainha duas vezes e a porta foi aberta, mostrando Mandy de camisola curta.


- Hum oi... olá Max! - ela sorriu para ele.


- Com licença. - pedi empurrando a porta e puxando ele pela mão, todos estavam reunidos na sala: Tio Christian e papai no PS3 da Roxy, mamãe no Notbook e Bell ao seu lado. Assim que nos viram eles sorriam.


- Boa tarde! – falamos.


- Olá crianças. -tio Christian não desgrudava os olhos da TV.


- Precisamos falar com vocês. – Max se pronunciou.


- Falar com a gente? - eles finalmente nos olharam e pausaram o jogo. Papai e mamãe pousaram os olhos brevemente em minha barriga e eu fiquei sem reação.


- Onde esta o Nathan...? E a Roxy? - Bell perguntou.


- Lá na casa. – falei.


- O que você queria falar? – papai perguntou.


- Bem... eu e a Megan... er... vamos nos casar. – Max falou meio sem jeito.


- Ele me pediu em casamento no ano novo. - falei os encarando. Mamãe ficou nos olhando por um breve momento e olhou para papai.


- O que você acha? - ela perguntou sorrindo.


- Eu acho ótimo! – papai se levantou. – tem certeza que é isso o que você quer?


- Claro que tenho, eu amo a sua filha. – Max sorriu.


- Eu também tenho, ele é a pessoa que eu amo. – sorri.


- Está vendo August, nossa menininha está crescendo. - mamãe se levantou e estava com os olhos cheios de lágrimas.


- Vocês já sabem quando vão casar? – tio Christian perguntou.


- Eu pretendo não demorar muito, afinal a gente tem uma vida muito agitada e vai ser difícil arrumar os preparativos. Então já começamos a olhar tudo. – Max respondeu.


- Vocês vão casar? É isso? - Mandy nos encarou.


- Sim Mandy! – abracei Max de lado e sorri amarelo, ela se jogou no sofá e ficou nos olhando.


- Acho que vamos ter que adiar a nossa volta ao Brasil. - mamãe falou.


- Rose se não for pedir muito, eu gostaria de pedir a sua ajuda com algumas coisas do casamento, e até me ajudar a escolher a nossa casa. – Max falou e eu o encarei.


- Casa? Pera ai... vamos ter nossa casa?


- Megan, a gente vai se casar. Não podemos morar na casa com os meninos até o resto da nossa vida, eu quero ter uma família também.


- Tudo bem é que. - sorri abobalhada. - me pegou de surpresa.


- Quem casa quer casa. - tio Christian filosofou e eu ri.


- Claro que ajudo vocês. Max, você parece mais apressado do que a noiva. - mamãe sorriu.


- É que ai ela vai ser minha esposa, e eu vou saber que alguém me espera feliz quando voltarmos das turnês, e que esse alguém me ama assim como eu a amo. – Max me encarou.


- Isso foi lindo Max. - toquei seu rosto ainda o olhando fixamente e sorrindo abobalhada.


- Realmente eles se amam. - mamãe comentou sorrindo.


- Para resolverem casar, tem que se amar mesmo. – papai riu.


- Ah pai! - o empurrei e logo o abracei.


- Você esta feliz filha? Feliz mesmo?


- Estou papai, eu finalmente consegui encontrar em uma única pessoa o que parecia faltar várias partes em mim. Eu amo Max e ele me faz mais feliz do que todos nesse mundo possa imaginar, e eu quero estar ao lado dele, hoje e sempre. - falei e olhei Max.


- Eu também te amo Meg, e quero você comigo sempre. Mesmo que a gente brigue e tente se matar. – Max riu.


- Mantenha facas e outras coisas cortantes longe da casa nova. - tio Christian falou.


- Jesus, vocês hein. - mamãe saiu para a cozinha.


- Então vamos amor? Temos que fazer a lista. – Max entrelaçou nossas mãos.


- Vamos, até logo pessoal. - mandei beijos a todos, que se despediram e saímos do apartamento. Entramos no carro e retornamos a casa, entramos e estavam quase todos no local, menos Siva e Nareesha.


- Olá pessoas! - sorri para todos.


- E ai. - Jay sorriu.


- Hey! – Tom e Claire falaram juntos ainda encarando a tv. Sorri com aqueles dois, pareciam um cópia do outro.


- Foram passear? - Nathan estava abraçado a Roxy no sofá.


- Fomos no apartamento. - falei me sentando em um sofá e Max me acompanhando.


- Contou tudo para a sua mãe? – Roxy perguntou.


- Contamos pra todo mundo. – Max sorriu. – a Mandy tava com uma cara de dar medo.


- Ela estava sendo a cobra de sempre não se preocupe. - apertei sua mão.


- E então o que resolveram? - Nathan perguntou e Jay deu atenção a nossa conversa.


- Que vamos comprar uma casa. – Max sorriu. – e que o casamento ta de pé.


- Casa? Vão se mudar? - Jay perguntou.


- Essa também foi uma surpresa pra mim Jay. – sorri.


- A gente vai se casar Jay, precisamos nos mudar. – Max falou. – só nós dois, entende?!


 - Entendi. - ele sorriu.


- Temos que ajeitar lista de convidados, local, ainda temos que olhar a casa, comprar a mobília... nunca pensei que desse tanto trabalho. - me afundei no sofá.


- Eu ajudo. – Roxy sorriu.


- Mais uma pra ajudar. - sorri para ela.


- Podemos procurar um local aqui por perto para a casa. - Nathan falou e Jay concordou.


- Séria ótimo, assim vocês não ficam longe. – Roxy comentou animada.


- É, podemos ficar por perto. – sorri.


- Gente o que vamos fazer hoje? – Max perguntou.


- To cansada, quero ficar em casa e beber. – Roxy falou.


- Eu também, estou morta. - deitei no sofá.


- Vamos ficar aqui e pedir algo então. - Nathan deu ideia.


- PIZZA! – Roxy e Jay gritaram juntos.


- Quem pede? – perguntei.


- Sei não. – Roxy fechou os olhos fingindo que ia dormir.


- Estou fora. - Nathan olhou pra TV.


- Nem eu. - me virei no sofá.


- Nem existo. – Jay falou.


- Ta bom. – Max bufou e se levantou.


- Pede uma gostosa. – gritei.


- Eu sei. – ele gritou de volta.


- Ele vai pedir a pior. - Nathan afundou no sofá.


- Ele também vai comer, então acho que não. – Roxy sorriu.


- Para o Max qualquer coisa basta. – falei.


- Pedido feito. – Max se sentou ao meu lado.


- Qual o pedido? – Jay perguntou.


- Surpresa. – Max respondeu.


- Vish!! – Roxy fez careta.


- Não pediu de alho não né? – sorri.


- Não, eca! – Max fez cara de nojo.


- Maximillian Alberto George o que você pediu hein? - o olhei curiosa.


- Parem de ser curiosos. – Ele se ajeitou. – Tom o que ta passando?


- Dexter. – Tom falou rapidamente.


- Foi o que eu te dei? - Nathan perguntou.


- Foi, agora calem a boca.


- Nossa. - cruzei os braços e rolei os olhos.


- Thomas revoltado Parker. – Roxy sorriu.


- Vou já desligar isso. - Jay gargalhou.


- Tadinho Jay. – Roxy comentou


- Ah não aqui essa série é muito legal. - Claire não tirava os olhos da TV.


- Vocês foram feitos um para o outro. – Max revirou os olhos.


- Com toda certeza. – sorri. Ficamos ali tentando fazer Tom e Claire ficarem com raiva mas eles pareciam muito ligados na TV, depois de alguns minutos a campainha soou.


- Eu vou lá pagar. - me levantei.


- Ta bom. – Todos sorriram. Fui até a porta e peguei as pizzas. Corri de volta a sala e coloquei-as em cima da mesa.


- E ai vamos ver a surpresa do Max? – chamei.


- Abre ai. – Roxy respondeu.


- É de quatro queijos. - falei a olhando.


- E tem de frango também. – Roxy puxou a outra.


- Aaaaaaaaah frango sua linda. - peguei um pedaço e enchi a boca.


- Que desespero. – Jay pegou um pedaço da de queijo.


- Calado que eu amo a de frango. - dei o dedo a ele.


- Não mecham com o frango. – Roxy riu.


- Parem de encher a minha noiva. – Max me abraçou de lado.


- Max vai surrar vocês todos. - falei mordendo a pizza.


- Que medo do George. - Nathan pegou um pedaço.


- Deveria ter medo mesmo baby. – Max sorriu.


- Eu não vou ajudar ninguém. – Jay se pronunciou.


- Eu muito menos. – Roxy concordou.


- Valeu ai. - Nathan rolou os olhos.


- Amor, o Max é mais forte. – Roxy falou.


- Sou mesmo. – Max se gabou.


- Ele te soca que tu vira um nada. – gargalhei. – mas, não é pra bater no baby. - soquei o braço de Max levemente.


- Ta bom, ta bom. – ele sorriu.


- Vixe só a Megan pra acalmar a fera. – Jay gargalhou.


- Só eu pra acalmar o meu amor. - envolvi o pescoço de Max e o abracei fortemente.


- Quanta melação. – Roxy comentou.


- Ah cala boca. - gritei pra ela ainda abraçada a Max.


- Ah quer dizer que não gosta de melação hum? - Nathan olhou para ela.


- A dos outro não, só a nossa. – Roxy sorriu.


- Mas era só o que faltava. – sorri.


- Ah cala a boca. – Roxy mostrou a língua. – se você pode ficar ai de doce com o Max, eu também posso com meu namorado.


- Vem vamos fazer inveja. - Nathan abriu os braços.


- Êeee. – Roxy pulou em Nathan animada.


- Crianças. – Jay revirou os olhos.


- Ah amor. - olhei para Max e fiz bico.


- Eles não podem nos passar inveja, vamos nos casar. – Max me deu um beijo estalado na bochecha.


- Estão ouvindo? - gritei para eles sorrindo.


- Vai dar. – Roxy riu.


- Vai você, só posso depois do casamento. – gargalhei.


- A gente fez isso mais cedo. – Roxy falou normalmente.


- Roxy não precisa espalhar. - Nathan ficou vermelho.


- Ué estamos todos entre amigos, eles já sabem de tudo que a gente já aprontou. – Roxy riu.


- Mas não comenta. - ele sorriu.


- Não vai fazer muita diferença mesmo. – Max deu de ombros. – vocês são o casal a qualquer hora e lugar.


- Isso é verdade. – sorri.


- Engraçadinhos. – Roxy mostrou a língua.


- Gente, vou sair e daqui a pouco to de volta. – Jay se levantou.


- Tudo bem Jay. – sorri.


                                        Jay's Pov


Enquanto eles estavam discutindo entre casais, Tom e Claire na TV, vi que foi a minha chance de sair dali. Entrei no carro e já sabia aonde ir, vaguei com o carro até a casa de Tess e parei do outro lado da rua, um pouco distante. Peguei meu celular e mandei uma sms.


xx Pode sair aqui fora? - Jay xx Depois de 2 minutos ela respondeu


xx Só me dá 5 minutos? estou ajudando minha mãe na louça. Xx – Tess.


Sorri e fiquei imaginando ela na cozinha, ajudando a mãe a ajeitar as coisas. Os minutos passaram e enquanto estava perdido em pensamentos, alguém bateu no vidro do carro. Olhei e era ela, destravei a porta e ela entrou.


- Oi Tess. - sorri para ela.


- Oi Jay. – ela me deu um selinho rápido.


- Posso te levar em um lugar? - peguei em sua mão e a acariciei.


- Eu vou adorar. – Tess sorriu.


- Você... pediu pra sair foi?


- Uhum.


- Então vamos! - sorri e liguei o carro, andamos pelas ruas e finalmente chegamos em frente a casa. Desliguei o motor e olhei pra ela. – chegamos.


- Er... sua casa?


- Sim... você não quer entrar? - toquei em sua mão.


- Que-quero. – ela sorriu nervosa.


- Sério, se não quiser ir eu posso te levar de volta para casa ou podemos dar uma volta sei lá. -peguei na chave para ligar o carro.


- Desliga isso, a gente vai entrar. – ela abriu a porta e saiu do carro. Sai rapidamente e ela veio ao meu lado. A puxei para mim  e caminhamos abraçados lado a lado até a porta, parei na mesma e olhei para ela.


- Relaxa, você já os conhece e eles são legais. – falei.


- Eu sei, mas é que agora nós... bem... enfim...


- Não se preocupe, se não estiver se sentindo confortável, é só me chamar que vamos embora.


- Ir embora? Ta ficando doido? A gente já ta aqui, agora a gente entra.


- Então vamos. - continuei abraçada com ela e abri a porta, entramos na casa e todos estavam prestando atenção na TV.- er... gente. - chamei e eles olharam, mas logo se ajeitaram no sofá e sorriram quando viram Tess.


- Oii! – ela falou meio tímida.


- Olá Tess! - Megan se levantou e veio até nós.


- Megan? Certo? – Tess sorriu.


- Sim! Prazer em te ver de novo - ela abraçou Tess e Max veio até nós.


- Heey Tess! – Max a cumprimentou. – tudo bem?


- Melhor impossível. – Tess sorriu para mim.  Sorri de volta e todos os outros se aproximaram, principalmente Roxy que veio correndo.


- Oiiiiii Tess! – Roxy se animou.


- Tudo bom Tess? - Nathan a acompanhou.


- Uhum. – ela sorriu.


- Vamos nos sentar. – Max pediu.


- Deixaram pizza? - perguntei a levando até o sofá.


- Olá. - Claire acenou assim que desviou da TV.


- Hey. – Tom a cumprimentou.


- Oii! – Tess sorriu.


- Acho que não tem mais pizza. – Roxy foi até a cozinha.


- Vocês são mortos de fomes. - falei rolando os olhos. - esta com fome Tess? Podemos sair para jantar...


- Não se preocupe Jay, eu já comi. – ela se sentou.


- Quer algo pra beber?


- Jay... eu quero que você senta aqui, e se acalma.


- Tudo bem. - respirei fundo e me sentei ao seu lado, esfregando as mãos nas pernas. Sim eu estava nervoso, eu nunca tinha levado uma garota em casa e não sabia como agir.


- A quanto tempo estão juntos? – Max perguntou quebrando o silêncio.


- Er... juntos... - olhei para Tess. - bem não é juntos, sabe, juntos. - fiz gestos com as mãos.


- A gente esta se conhecendo... ainda. – Tess falou tímida.


- É, é isso. - falei nervoso.


- Nervoso Jay? - Megan perguntou e eu estava quase percebendo ela começar a gargalhar.


- Eu? Não não. - passei a mão nos cabelos, sim, eu estava, eu não sabia o que fazer, nunca tinha passado por isso.


- Uhum sei. – Max comentou.


- Você esta bem? – Tess sussurrou.


- Sim, relaxa. – sorri. - você ta afim de fazer algo?


- Não tenho nada em mente.


- Quer ver meu quarto? - a convidei sem nenhum pretexto.


- Claro, quero saber mais de você. – ela se levantou animada.


- Pessoal vamos subir. – falei.


- Se protejam. - Nathan fingiu tossir.


- Um momento. - falei para Tess e fui até o sofá, batendo em sua cabeça.


- Viado. - Nathan gritou. Subimos as escadas e caminhamos até o corredor, paramos em frente a porta e a abri.


- Esse é meu quarto. - a convidei.


- É bem diferente. – ela entrou e passou a analisar tudo.


- Pode dizer que é bagunçado. - sorri entrando e fechando a porta.


- É um pouquinho, mas eu gostei.


- Pode mexer nas coisas se quiser. - falei e ela começou a observar os detalhes do quarto.


- Acho melhor só olhar. – ela sorriu.


- Tudo bem. – me sentei na cama.


- Gostei da decoração.


- Bem a minha cara. – gargalhei.


- Por isso que é lindo. – Tess corou.


- Seria mais lindo se você que tivesse decorado. - sorri para ela.


- Não seria não. – ela se sentou ao meu lado. – fica bem mais bonito assim.


- Acho assim meio bagunçado. – sorri.


- Se você quiser, qualquer dia eu te ajudo a arrumar.


- Será de bom agrado. - toquei em sua mão.


- Vai ser divertido. – ela começou a acariciar a minha mão.


- Pode dizer o dia que eu vou te pegar. - me aproximei.


- O dia que você quiser.


- Combinado. - me aproximei a ponto de tocar seu braço.


- Combinado. – Tess sorriu e colocou as mãos sobre meus ombros.


- Então... – sorri.


- Er... agora a gente deveria se beijar certo? – Tess riu. – pelo menos é assim nos filmes.


- Se você diz. - segurei em seu pescoço e a beijei rapidamente, aprofundando cada vez mais. Tivemos que parar, pois já estávamos sem ar.


- Então Jay, por que me trouxe até a sua casa?


- Porque queria que me conhecesse melhor. – sorri.


- Own que lindo! – Tess acariciou minha bochecha.


- Mas é verdade, eu queria que me conhecesse bem e te apresentar formalmente aos meninos. - a abracei.


- Jay você é um amor. – Tess retribuiu o abraço. – qualquer dia vou te levar lá em casa.


- Estou aceitando o convite. - acariciei seu rosto.


- Eba! – ela pulou animada.


- Que bom que ficou feliz. - a abracei.


- Muito. – Tess me deu um beijo estalado na bochecha.


- Então...? – sorri.


- Vamos descer então?


- Vamos! - peguei em sua mão e a puxei para sairmos do quarto. Descemos as escadas e todos agora estavam lá, Siva e Nareesha haviam chegado.


- Hey! - falei com eles.


- Hey. – falaram todos juntos.


- Então o que se passa? - perguntei sentando no sofá e puxando Tess, aquilo estava mais fácil


- Estamos falando sobre as coisas do casamento. - Megan se abraçou a Max.


- Estamos tão animados. – Roxy sorriu.


- Eu quero ser a dama de honra. - Nathan fez voz de gay e juntou as mãos como uma menininha.


- Nossa Nathan! – Tom riu.


- Eu eim. – Roxy se afastou dele.


- Ah me deixem, quero levar as alianças. - ele continuou.


- Vish que esse dai ta perdido. - Claire gargalhou.


- Já ta há muito tempo, a Roxy é fachada. – Max gargalhou.


- Megan me arranja teu primo pra entrar comigo? – Roxy riu.


- Não chega você vai comigo. - Nathan parou e a agarrou, a abraçando.


- Você não ia carregar as alianças? – Roxy arqueou a sobrancelha.


- Ah Roxy, é só você jogar homem no meio que ele fica doido. – Naree gargalhou alto.


- Não, não tenho altura suficiente. - ele sorriu.


- Ah eu queria tanto ver essa cena. – Tess falou.


- Eu também. – Max concordou.


- Você tem quase a idade certa. – gargalhei.


- Cala a boca porque eu vou entrar com a Roxy e ela sabe muito bem que sou homem. - ele deu um beijo no pescoço dela o que fez eu olhar Tess.


- Para com isso Nathan. – Roxy falou entre risos.


- Vish ele não se decide. - Megan gargalhou.


- Ele é indefinido. – Max gargalhou alto.


- Parem de me zoar. - Nathan gritou.


- Meio difícil Nathan. – Naree riu.


- Você é estranho, não sabe o que quer. – Tom riu.


- Parem de zoar meu namorado, poxa! – Roxy abraçou Nathan.


- Ah Nathan. – Siva sorriu.


- Nossa coitado. – Tess segurava o riso.


- Não liga, aqui é um zoando o outro. – falei.


- Agora perdi minha dama de honra. - Megan fez bico.


- Ah cala a boca Megan, o Nathan vai entrar comigo. – Roxy mostrou a língua.


- Mas e eu? E minha daminha de honra? - Meg fez drama.


- Ah... pode ser Lia... não? - dei a ideia.


- Ela é adorável. – Naree sorriu.


- Ai gente, não sei. – Tess falou.


- Vai Tess, ela é um amor. – Roxy pediu.


- Por favor Tess, por favor. - Megan se ajoelhou na nossa frente.


- Ah a gente pode falar com a minha mãe. – Tess sorriu.


- Sério? - ela sorriu.


- Se liga, ela vai ficar feliz em ser a dama de honra de um dos ídolos dela. - Nathan falou.


- Nathan, vocês são muito mais que ídolos pra ela. – Roxy falou.


- Somos o que? – perguntei.


- Ah ela ama muito vocês. - Naree falou.


- Deve ser tipo como irmãos, ou melhores amigos. - Claire sorriu.


- Então, ela vai querer aceitar. - Siva falou.


- Provavelmente. – Tess falou animada.


- EBA! - Megan pulou.


- Meg se você quiser ajuda, eu to aqui viu?! – Tess sorriu.


- EBAAAAAAA! Mais uma. – Roxy falou animada.


- Vai ser perfeito. – Naree falou com os olhos brilhando.


- vai ser o dia mais feliz da minha vida. - Megan deu uma pirueta no meio da sala.


- Da nossa vida. – Max sorriu e a puxou.


- Da nossa vida. - ela repetiu e o beijou.


- Agora vai começar. - falei sorrindo.


- Ta bom, chega. – Tom riu. – zoar o Nathan estava mais divertido.


- Estraga prazeres. - Claire bateu nele.


- Não sou, não. – ele fechou a cara.


- Ficou bravinho? – Roxy riu.


- É sim, estamos planejando o casamento de seus amigos. - Claire o repreendeu.


- Ele ta com ciúmes. - falei e todos sorriram.


- Ah lógico, a Meg vai casar com o meu careca. – Tom sorriu de lado.


- Ah Tom se quiser eu desisto pra ele ficar com você. - Megan se afastou de Max sorrindo.


- Hey! O Tom é meu. - Claire gargalhou.


- Que isso Megan? – Max perguntou indignado.


- Desculpa Megan, sou da Claire. – Tom a abraçou.


- Ah então deixa. - ela sorriu e agarrou Max. - não queria te largar mesmo.


- Acho bom. – Max sorriu.


Ficamos ali conversando por horas até Tess querer ir embora porque estava tarde. Ela se despediu e entramos no carro e minutos depois já estávamos parados em frente a sua casa, desliguei o motor do carro.


- Estamos de volta. – sorri.


- Foi divertido.


- O que achou daqueles loucos? - sorri apertando o volante.


- Eles são muito legais, amei. – ela sorriu largamente.


- Que bom que gostou daqueles loucos. - sorri para ela.


- A Lia vai ficar doida com a notícia do casamento.


- Ela vai ficar linda de dama de honra. – falei.


- Ela vai ficar uma graça. – Tess sorriu.


- Você... quer ir como minha acompanhante? - perguntei passando a mão na nuca.


- Eu adoraria mas... você não vai ser um dos padrinhos?


- Sim, mas eu estive pensando. - comecei a mexer com os dedos no volante e não a encarando. - eu estava sem par, e acho que Megan vai adorar tê-la como madrinha. – falei.


- Por mim tudo bem, só temos que ver com a Meg.


- Ela vai deixar. – sorri.


- Então, tudo bem.


- Então... - sorri acochando as mãos no volante. - sua mãe deve estar dormindo não é? - olhei para a casa que estava escura.


- Sim, ela dorme cedo.


- E Lia?


- Provavelmente no twitter a uma hora dessas. – Tess riu.


- Uma hora dessas eu sigo ela. – sorri.


- Só me avisa antes pra mim sair de casa.


- Ela vai gritar feito louca. – Tess começou a gesticular estranhamente.


- Isso vai ser legal. - gargalhei alto com aquilo.


- Você fala isso, por que não vai ser no teu ouvido que ela vai gritar. – ela cruzou os braços.


- Ah mais eu queria ver ela dando o escândalo tipo “OMG O JAY ME SEGUIU” - fiz voz de mulher.


- Ah então você vem aqui pra casa e eu vou pra sua. – Tess riu.

- Se quiser aguentar o mau humor de manhã do casal Noxy, o chulé do Tom, engordar com as comidas da Nareesha, quase não banhar por causa do Siva, e não conseguir dormir a noite graças a Megan e Max pode ir. - enumerei e sorri.


- Ah eu já passo isso aqui em casa. – ela deu de ombros.


- Mas é diferente, você lida com só uma, eu sou com 8 pessoas.


- Isso tudo é medo de eu ir pra lá? – Tess riu.


- Não, não! - fiz gestos com a mão em negação e um pouco nervoso.


- Calma Jay. – ela me deu um selinho rápido. – eu estava brincando.


- Ainda bem. – relaxei.


- Não to acreditando que você caiu nessa. – ela gargalhou alto.


- Não posso negar, cai sim. – sorri.


- Awn que fofo. – Tess mordeu minha bochecha.


- Aaaaai até você? – gargalhei.


- Elas são fofinhas. – ela deu outra mordida.


- É mais ainda são minhas. – gargalhei.


- Chato! – ela fez voz de criança.


- Awn não minha boneca. - a abracei.


- Não sou de ninguém. – ela mostrou a língua.


- Ah é? Tudo bem então. - cruzei os braços.


- Jay... – ela falou baixinho.


- Fala. – a olhei.


- Eu sou sua boneca mesmo? – ela perguntou brincando com a barra da camiseta.


- Sim, é a minha boneca. - olhei para a sua mão brincando e a encarei.


- Huum! – um sorriso tímido se formou em seus lábios.


- Porque perguntou isso? - continuei a encarando.


- Queria saber se tinha ouvido certo mesmo ou se era apenas coisa da minha cabeça. – ela continuava sem me encarar.


- Olha pra mim... – a chamei docemente.


- Pra que? – ela falou baixo e me encarou. Segurei o queixo dela de leve.


- Você é a minha boneca. Desde o dia que eu te vi, sentada com a sua irmã naquela mesa, eu não me senti mais sozinho, e pode apostar que esse vai ser um dos nomes que eu vou sempre falar. Minha, só minha boneca.  - encostei nossos lábios levemente.


- Jay, isso foi lindo. – ela sorriu entre o beijo.


- Acredite, eu falei o que sentia e não de um pedaço de revista. - sorri com nossos lábios ainda colados.


- Minha vez de falar, certo? – ela perguntou e eu assenti sorrindo. – eu sei que esse lance de amor a primeira vista não existe, mas... com você foi diferente Jay, eu senti algo indecifrável quando eu te vi, então não consegui tirar você mais da minha cabeça, é como se eu dependesse de você entende? Esta tudo muito rápido, chega a ser estranho... mas, bom. – ela suspirou assim que terminou de falar.


- Sinto o mesmo por você. – sorri.


- Meu anjinho. – ela me roubou um selinho e sorriu docemente.


- Minha boneca. - beijei sua testa.


- Parecemos aqueles casais de adolescentes. – ela riu colando nossas testas.


- Dentro do carro, namorando enquanto sua mãe dorme. – sorri.


- Falando coisas românticas e nem nos importando por estar tarde. – Tess completou.


- Com sua irmã no quarto se perguntando aonde estou ao invés de você. – sorri.


- Obrigada por me lembrar que minha irmã prefere você.


- Desculpa. - falei baixo e segurando o riso.


- Não tem problema, eu também prefiro você. – Tess sorriu.


- Ah Tess ela é sua maninha.


- É eu sei, eu a amo. Mas não poço fazer nada se você fica disputando com ela.


- C-como disputando? - certa parte eu entendi.


- Bem... eu... eu... – ela abriu a porta do carro e saiu correndo para sua casa. Fiquei sem reação com aquilo, não sabia se encarava o banco que agora estava vazio ou ela correndo. Abri a porta do carro e corri atrás dela.


- Espera! – chamei.


- Acho melhor você ir pra casa, já esta tarde. – ela disse tentando abrir a porta.


- Espera, o que ouve, eu falei algo de errado? - fiquei olhando ela tentando abrir a porta.


- Não, não. Você fez tudo certo. – ela parou por um instante.


- Mas porque saiu do carro daquele jeito?


- Não foi na-nada.


- Por favor fala, se não vou me sentir culpado. - segurei em seus braços.


- Jay, olha pra mim. – ela puxou o meu rosto fazendo com que eu a encarasse. – não é nada, é coisa minha. Você foi perfeito hoje, não precisa se preocupar.


- Mas eu vou me preocupar, eu quero entender, eu... eu não vou conseguir dormir direito pensando nisso. – falei.


- Jay por favor...


- Tudo bem, eu vou te dar um tempo. - falei e me virei para ir embora.


- JAY!


- Oi! - me virei e a olhei.


- Eu acho que... te amo. – ela entrou rapidamente em casa.


Fiquei olhando a porta, absorvendo tudo que ela tinha acabado de falar, as coisas ainda processando em minha mente, enquanto estava parado ali, sozinho no escuro encarando a porta dela. Eu queria arrebentar a porta e gritar para ela que eu também a amava, mas eu não sabia se era isso que eu sentia. Continuei ali, parado, até reunir forças o suficiente para ir para o carro e liga-lo, dando uma ultima olhada para a casa, assim partindo pela rua.

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