quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Capitulo 23



                               Nathan's Pov

Conseguimos distrair todos, fingindo ir procurar Megan, a essa altura, Max já deve ter ligado até para o Iglesias. Eu e Roxy saímos no carro e fomos em direção a estrada para Gloucester. Depois de algumas horas, estávamos parados em frente a casa de minha mãe, descemos e abri logo a porta. Abracei minha mãe e Jess e apresentei Roxy a elas, que logo fizeram amizade.

- Onde está Megan? – perguntei.

- Lá em cima, acabei de descer de lá. - Jess sorriu. Peguei na mão de Roxy e subimos a escada, para o conhecido quarto de hospedes, que antes servia como quarto de brinquedos, bati na porta e olhei Roxy.

- Só um minuto. - Megan falou e logo a porta foi aberta, ela sorriu e nos abraçou.

- Já estava com saudades de você tampinha. - Roxy abraçou fortemente a amiga.

- E eu de vocês dois seus chatos, dos meninos também. - entramos no quarto.

- Como está sendo a convivência com o pessoal aqui? - perguntei puxando uma cadeira e me sentando. Roxy se sentou na cama junto com Megan.

- Eles são maravilhosos. - ela sorriu.

- E ai me conta como é minha sogra e minha cunhada. – Roxy riu.

- Elas são ótimas, a Jess é um amor sempre vem me fazer companhia e a mãe do Nathan esta me mimando demais. – sorri.

- Elas só não podem roubar a minha irmãzinha de mim. – Roxy fez bico.

- Nossa Roxy, elas só estão sendo carinhosas. - sorri debochado.

- Eu sei que estão, mas vai que a Meg da a louca e resolve ficar aqui.

- Se puder eu fico. - ela sorriu.

- Ta vendo como todos amam minha família. – falei.

- Elas são realmente adoráveis. – Roxy sorriu.

- Como vai todo mundo lá? Sei que sai ontem, mas eles devem ta em ataques de nervos. - ela sorriu.

- Ah você sabe né... – falei.

- Max surtou, sua mãe ta desesperada, Tom ta louco, Siva e Nareesha inconformados e o Jay ta triste. – Roxy completou.

- Eu deveria mandar ao menos uma sms dizendo que estou bem. - Megan falou e olhei para Roxy.

- A noite você manda pro meu celular e eu mostro pra todo mundo, já que resolveram acampar lá em casa. – Roxy revirou os olhos.

- Ei! - exclamei a olhando.

- Eu estou com saudades já. - Meg falou.

- Se isso não se resolver nessa semana, a gente trás o Max. – Roxy sorriu.

- Ainda bem. - ela suspirou.

- Nossa Megan, ta desse jeito? – falei.

- Olha quem fala, não pode ficar Longe da Roxy que já tá chorando.

- Para de encher meu namorado. – Roxy fez bico

- Quem manda ele ficar no meu pé. - Megan falou e ouvimos alguém bater na porta.

- Trouxe chá. - Jess entrou com uma bandeja e vi a minha caneca preferida. Fiquei um pouco envergonhado por causa dela ser de bichinhos mas não me importei.

- Obrigada Jess. – Roxy falou. – senta ai e conversa com a gente.

- Não tenho que ajudar a mamãe na cozinha, outra vez. - ela sorriu.

- Isso, vai lá. - falei rindo.

- Quer que eu ajudo? – perguntou Roxy e eu a olhei.

- Não precisa, é só algumas coisinhas, mas obrigada. - Jess sorriu e saiu do quarto.

- Roxy eu ajudo elas daqui a pouco. - Megan falou.

- Ta bom né, mas então Nathan qual é a da caneca de bichinhos? – Roxy riu.

- Tenho ela desde pequeno...gosto de tomar chá nela. - falei nem me importando;

- Que fofo! - Meg fez aquela cara de animalzinho.

- Eu não tenho o namorado mais lindo do mundo? – Roxy virou o meu rosto e me deu um selinho.

- É, tem sim. - Megan falou baixo.

- O que houve Meg? – perguntei.

- Não sei, sinto falta dessas coisas sabe...de poder abraçar alguém e chamar de meu.

- Não precisa se desesperar Meg, espera isso tudo passar, você ficaram tempo demais separados. – Roxy falou.

- Eu não sei...não sei de mais nada. - Megan colocou sua xícara no chão e se deitou na cama.

- Calma Megan, o Nathan também demorou pra me pedir, deixa as coisas rolarem naturalmente.

- Eu não vou colocar pressão não. – ela sorriu.

- Ae um sorriso, nada de tristeza.

- É isso ai. - falei e olhei o relógio, já estava tarde - Roxy...

- O que foi amor?

- Esta na hora de irmos, a gente só mentiu que íamos procurar a Megan. – falei.

- É verdade. – ela falou pensativa. – mas, eu nem conheci sua mãe direito.

- Então vamos lá. - me levantei e as duas me acompanharam até a sala onde minha mãe e minha irmã assistiam um seriado.

- E ai? - falei me sentando no sofá - Roxy queria lhe conhecer – sorri.

- Sutil você não? – ela falou meio corada.

- Esse menino deixa a gente em cada uma. - minha mãe falou para Roxy.

- Já passei por várias por causa desse menino.

- Que isso mãe. – falei rindo.

- Ah mas ela ta falando a verdade Nath. – Roxy riu.

- É, o papo ta bom, mas temos que ir não é? – perguntei.

- Mas a gente acabou de sentar.

- Mas esta tarde, não é por mim, mas e se alguém desconfia? O plano está acabado. – falei.

- Então, outro dia a gente vem. Quero conhecer melhor você e sua família.

- Você esta convidada. - minha mãe sorriu.

- Você vai me trazer mais vezes né? – Roxy perguntou olhando pra mim.

- Claro, você vai vir sempre que eu vier. - sorri para ela e para minha mãe. Meg e Jess pareciam entretidas na TV.

- Ótimo. Então vamos?

- Vamos. - ascenti e me levantei, abraçando minha mãe e Jess, prometendo voltar. Dei um abraço em Megan. - Se cuida a gente volta o mais rápido possível.

 - Tchau, se cuidem. – Roxy sorriu e me abraçou de lado. Saímos para o carro correndo rapidamente, pois ja havia começado a chover, dei a partida e logo acelerei na estrada.

                                     Rose’s Pov

Estávamos todos sentados no sofá da sala esperado o Nathan e a Roxy chegarem com noticias, ninguém tinha achado a Megan, e a chuva já estava começando a ficar mais forte. Assim que ouvimos barulhos na porta nos levantamos, os dois adentraram a casa, mas nada de Meg.

- Er...tia, enquanto estávamos voltando a Megan me mandou uma sms. – Roxy falou e eu logo corri até ela.

- O que tinha na mensagem? Fala Roxy.

- “Esta tudo bem comigo, não precisam se preocupar. Eu não vou voltar pra casa enquanto minha mãe não mudar de ideia. Desculpe. Xx Megan”

- O que Megan tem na cabeça? – perguntou Siva.

- Cara ela ta mal com tudo isso. – Roxy falou.

- Onde será que ela está? - Jay perguntou.

- Onde quer que ela esteja deve estar bem, a Megan consegue se cuidar. – Tom se sentou.

- Como essa louca faz isso? Deixa a gente assim preocupado e só manda uma sms? Isso não é certo, ela não pensou em como a gente ia ficar, em como eu ia ficar? – Max perguntava desesperado.

- Eu não acredito nisso, só por que eu ia mandar ela de volta pro Brasil? Ela não pode fazer isso, não pode. – eu andava de um lado para o outro mexendo no cabelo.

- Agora temos que tentar encontra-la. - Nathan falou.

- Não vai ser fácil. – Roxy suspirou.

- Temos que encontra-la rápido. – Siva falou.

- Eu vou ligar pro pai dela. – peguei meu celular e subi as escadas correndo. Entrei no quarto da Megan, e comecei a discar o numero, sete, oito ligações e nada dele atender. Me joguei na cama, fechei os olhos e respirei fundo.

- Com licença. - me levantei rapidamente conhecendo a voz. Jay estava parado na porta me olhando.

- Er... entra ai. - ele entrou no quarto e se sentou no final da cama.

- Sei que não esta tudo bem, mas...você está melhor?

- To um pouco, acho que a mensagem da Megan deu uma tranquilizada.

- Que bom, pra mim também me tranquilizou.

- Será que ela volta Jay?

- Se você parar com essa ideia de querer leva-la para o Brasil, ela volta sim.

- Mas como vou falar com ela?

- Quando ela perceber, que você parou com essa ideia, ela volta. Só dê um tempo a ela para confiar que pode voltar, ela já tem idade suficiente para responder seus próprios atos não acha?

- Sim, mas eu só não quero que as pessoas pensem coisas erradas dela. Uma hora ela tava com esse tal de Enrique e agora não tem mais nada. E agora pelo visto ta com o Max.

- C-como você sabe que ela esta com o Max? Se é que esta? - ele arregalou seus olhos azuis.

- Primeiro: ele não quer me contar por quem é apaixonado, segundo: ele esta completamente desesperado, até mais que eu, e terceiro: que outro motivo a Megan teria pra querer ficar.

- A sua carreira de Bailarina, sei lá... - ele suspirou. - por favor não me mate nem fale pra eles, para não me matarem, mas o Max e a Megan se amam, acho que desde a primeira vez que nos encontramos eles se amam, ela começou a namorar com o Enrique pra tentar esquecer o Max, mas bem...não deu certo e eles voltaram.

- Sabia que ele tava nisso... mas não era mais fácil eles me contarem isso? Poxa eu sou mãe dela. Eu sei que posso ser meio nervosa as vezes, mas ela podia ter contado e tentado dar um jeito.

- Acho que eles não contaram com medo do que acontece, mas parece que não precisou disso para você querer leva-la ao Brasil. - ele arqueou uma sobrancelha.

- Eu sei que me precipitei, mas poxa eu sou preocupada com a minha filha.

- Mas você tem que perceber que ela não é mais sua garotinha, já é uma mulher e que ama alguém. - ele de repente tocou minha mão e apertou, como se me desse forças.

- É eu acho que nunca vou deixar de vê-la como aquela garotinha sorridente que gostava de rosa e amava com todas as forças ballet.

- Ela ainda ama Rose. - ele me chamou pelo apelido e sorri.

- Sim, mas é tão difícil viver sem ela. – uma lágrima percorreu meu rosto.

- Mas você vai aprender, eu sei que vai. - ele passou a mão no meu rosto enxugando-a, e continuou com a sua mão pousada ali.

- Jay você tem certeza que tem 22 anos? Parece que já passou por tantas coisas.

- Só encaro a vida dessa forma, seja feliz agora, para não sofrer no futuro.

- Bom jeito de viver.

- Deveria seguir sabia?

- Prometo tentar.

- Que bom. – ele sorriu abertamente.

- Acho melhor a gente descer.

- Eu queria te falar uma coisa. - ele se aproximou, dando para sentir o seu perfume amadeirado.

- huum pode falar.

- Mas acho fazer algo do que falar. - seus olhos azuis se aproximaram e Jay tocou meus lábios levemente, levei as mãos até a sua nuca e o puxei para mais perto, ele pediu passagem da língua, e eu cedi imediatamente. Com certeza ele não tinha a mente de um garoto de vinte e dois anos, parecia ter passado por tantas coisas, e isso simplesmente me atraiu e me deixei levar por ele.

Continuamos assim por mais alguns minutos, só parávamos o beijo algumas vezes para respirar. Até que começamos a ouvir alguém subindo as escadas, rapidamente empurrei Jay e me afastei, limpei a minha boca e fingimos voltar a conversar.

- Tia, ta tudo bem? – Roxy apareceu na porta.

- Ta tudo bem sim, o Jay tava me falando um pouco sobre o Nathan, queria saber com quem a minha segunda filha estava namorando. – sorri.

- É Roxy, falei coisas horríveis dele, se eu fosse a Rose, não deixava vocês namorarem. - Jay sorriu.

- Nossa Jay, te considerava um irmão e você faz isso comigo? – ela fez cara de indignada.

- Relaxa, vou te manter longe dele. - ele falou.

- O Nathan, tão falando mal de você aqui ó. – Roxy gritou rindo.

- Cala a boca Roxy, ele vai vim dar escândalo. - Jay correu e tampou a sua boca, fazendo eu gargalhar.

- Nossa que desespero. – tia Rose falou.

- Huuum. – Roxy resmungou e eu e Jay gargalhamos alto.

- O que estavam falando de mim? EI! Solta a Roxy. - Nathan apareceu no quarto e começou a bater de leve na barriga de Jay.

- Ta vendo, se mete comigo pra tu ver, meu namorado me protege ou. – Roxy riu.

- Esse nanico não é nada. - Jay empurrou Nathan.

- Pensa que é quem pra empurrar meu namorado, ta maluco? – Roxy riu e empurrou Jay.

- Vamos parar com isso né crianças?! – me levantei.

- Ah mas estava tão legal. – Jay me olhou nos olhos.

- Só eu atormento meu namorado, sai Jay você não pode. – Roxy fez bico.

- Ta ouvindo Jay? - Nathan abraçou Roxy.

- Ah, mas Jaythan é real! - Jay exclamou algo que eu não entendi.

- Nathan! E Noxy? Como assim você me traiu com o Jay?

- Não meu amor, nunca. – Nathan respondeu.

- Toma essa Jay.

- Então gente... eu tenho uma coisa a dizer. – falei um pouco baixo.

- Tem? – Jay me olhou.

- Eu não vou mais levar a Megan.

- Sério? – Nathan me olhou.

- É eu descobri uma coisa, e não acho certo leva-la embora.

- Ah Que lindo! – Roxy falou com os olhos brilhando.

- Nós podemos saber o que é? - Nathan perguntou e Jay sorriu.

- Reunião aqui, e nem chamam a gente? – Tom apareceu acompanhado do resto dos meninos.

- Tiveram alguma noticia da Megan? – Max entrou no quarto e se sentou na cama.

- Rosalie tem algo a falar. - Jay disse.

- Eu não vou levar a Megan embora, ela vai morar aqui.

- JURA? – Max se levantou com um sorriso no rosto.

- É certas coisas, fizeram eu mudar de opinião. – olhei rápido para Jay.

- Quais? – Siva coçou a cabeça.

- Bem... eu descobri o quanto minha filha ama Londres, e principalmente, o quanto ela ama um certo rapaz aqui. – caminhei até Max e o abracei de lado.

- Como você... - Tom ficou olhado e Siva, Nathan e Roxy me olharam espantados.

- Algumas fotos no quarto dela, a preocupação do Max em relação ao desaparecimento, algumas notas no diário. – sorri.

- Ah... não sabia que ela tinha um diário. – Max sorriu fraco. – mas, então...você apoia, nós dois?

- Não, ela apoia a união entre eu e o Siva. - Nathan revirou os olhos e Roxy lhe deu um tapa.

- Desde que você não faça minha filha sofrer... eu apoio. – sorri.

- Muito obrigado, eu amo a sua filha, não faria isso. – ele falou segurando as minhas mãos.

- Agora o problema é saber aonde ela está. - Jay coçou os cachinhos.

- Quanto a isso... – Roxy se afastou um pouco.

- O que foi? - Tom a olhou.

- Temos algo a contar. - Nathan sorriu envergonhado.

- Roxy você não...

- Sim eu fiz isso. – ela me interrompeu.

- Eu não acredito. – Siva botou a mão na boca.

- Não to entendendo nada, alguém me explica. – Tom comentou.

- Foi pra ajudar a Megan, sério tia ela estava muito mal. – Roxy falou.

- Eu não acredito nisso. – me sentei na cama. – caramba Roxy, você viu o nosso desespero.

- Desculpa ai galera, mas a Megan tava precisando fugir daqui. Eu sei que isso foi loucura, mas vocês viram o quanto ela tava triste e desesperada. - Nathan falou.

- E onde ela esta? – Max perguntou.

- Na casa da minha sogra. – Roxy riu.

- Ela esta em Gloucester? - Jay perguntou.

- Não Jay, na Austrália. – Roxy revirou os olhos.

- Então estamos esperando o que? Vamos lá. - Tom já estava saindo na porta do quarto.

- Vamos invadir a casa da sua mãe. - Siva falou para Nathan.

- Vocês o que? - Nathan olhou indignado.

- Por favor meninos. – falei rindo. – Roxy fala com a mãe do Nathan e explica tudo pra ela.

- Pode deixar. – Roxy pegou o celular e saiu do quarto.

- Vocês já podem ir descendo até os carros.

- Vamos Boys. - Nathan chamou e todos saíram, menos Jay que ficou me encarando.

- Obrigado por ter deixado a Megan ficar, não ia aguentar ver Max triste. - ele sorriu.

- Obrigada você por não ter deixado eu cometer essa burrada. – sorri e logo ele saiu do quarto, peguei meu celular e vi que tinha algumas mensagens.

“Rose eu não to acreditando que a nossa filha fugiu xx August”

“Eu to indo pra Londres nesse exato momento xx August”

“Me busca amanha no aeroporto xx August”

“Se encontrarem a Megan me avisa xx August”

Suspirei pesado e caminhei até a sala onde todos me esperavam, descemos até a garagem e nos separamos, eu, Roxy, Max e Nathan fomos no meu carro enquanto o resto foi no carro do Tom, logo estávamos na estrada em direção a casa do Nathan.

                                        Max’s Pov

Meu coração estava acelerado, o nervosismo e a ansiedade crescia cada vez mais dentro de mim, e meus pensamentos estavam em apenas uma pessoa, mesmo ela sumindo apenas por um dia, eu sentia como se ela tivesse me abandonado, como se ela tivesse desistido de mim e que me abandonaria pra sempre. Já estávamos dentro da cidade, e em direção a casa do Nathan, a cada curva que fazíamos o meu coração disparava, dessa vez eu poderia abraçar, e beijar a Megan sem ter que me preocupar com quem estava olhando.

Assim que o carro parou, eu abri a porta rapidamente e fui em direção a casa. Toquei a campainha, e assim que a porta foi aberta suspirei pesado, aquele par de olhos pretos brilhantes me encaravam surpresos e ao mesmo tempo felizes. Não tive outra reação ao não ser abraça-la pela cintura e tira-la do chão, afundei meu rosto no seu pescoço, e dei um beijo de leve ali. Coloquei-a no chão ainda segurando a sua cintura, colei as nossas testas e continuei a encara-la. Megan não desviava o olhar, apenas me encarava com a mesma felicidade e desejo que eu demonstrava.

- Por favor. – fechei fortemente os olhos. – não some mais.

- Como você me encontrou? - ela não conseguia esconder o sorriso bobo.

- Roxy e Nathan cotaram para todos.

- Para todos? - sua expressão mudou e olhou por cima do meu ombro. - Max, me solta, minha mãe esta aqui, e eu não vou com ela.

- Relaxa, ela não vai te levar embora. – coloquei uma mecha de seu cabelo atrás da orelha. – agora a gente pode ficar juntos.

- Como assim Max? Ela não sabe que...

- Ela viu fotos, diário, a minha preocupação e desespero quando você sumiu, acho que isso tudo denunciou nosso relacionamento.

- Então podemos ficar juntos? – ela abriu um sorriso.

- Com toda a certeza. – sorri largamente e sei nossos lábios em um selinho demorado.

- Megan! – Tom gritou e veio correndo.

- Tom! – ela se soltou de mim e o abraçou.

- Nunca mais faça isso. – ele riu.

- Tudo bem Tom.

- Filha você esta bem? – Rose parou ao lado dela.

- Mãe. – Megan a abraçou. – isso é sério? Eu posso ficar?

- Claro filha! Eu percebi o quão importante isso tudo é pra você, mas agora você vai ter que se explicar peo seu pai.

- Meu pai? – ela olhou pra mim.

- Eu liguei pra ele, e mandei mensagens ontem quando você sumiu. E hoje ele me respondeu dizendo que estava vindo pra cá, chega amanha.

- Mãe, não precisava disso tudo.

- Megan!! - Siva apareceu e a abraçou, levantando.

- Ai meu grandão.

- Me desculpa filha, mas eu fiquei desesperada. – Rose riu.

- Acho que a Megan esta esquecendo de abraçar alguém. – Jay comentou.

- Não você é meu bebezão. - Meg abraçou Jay.

- Espera, o bebê daqui não sou eu? - Nathan sorriu.

- Você é meu baby e não dela. – Roxy deu um beijo na bochecha dele.

- Nossa vocês. – Megan revirou os olhos.

Entramos na casa do Nathan e logo a mãe dele e a sua irmã trouxeram um pouco de chá pra gente, ficamos conversando e falando besteiras até que as meninas foram para a cozinha ajudar a ajeitar as coisas, eu e os meninos ficamos na sala assistindo televisão, estava passando um filme de comédia, e o Tom ria escandalosamente.

- Tom por favor não estamos em casa. - Siva rolou os olhos.

- Desculpe, mas esse filme é hilário.

- É muito bom mesmo. - Nathan já estava sem os tênis e esparramado no sofá.

- Casa da mãe é assim mesmo né Nathan? - Jay sorriu.

- Vá a merda. - Nathan deu o dedo.

- Parem de encher o baby coitado, ele não vai conseguir se defender. – comentei rindo.

- Não se esqueçam que vocês estão no meu território. - Nathan falou maquiavélico.

- E o que você tem? Uma chupeta escondida em baixo do sofá? – perguntou Tom fazendo todos rirem.

- Haha seu engraçadinho. - Nathan jogou o sapato.

- Meninos, querem algo? - Megan apareceu na sala.

- O Nathan quer a mamadeira. – comentei.

- Ah e não esquece o babador. – Jay riu.

- Nossa Nathan eu não deixava. - ela sorriu.

- Vocês vão ver. - Nathan praguejou.

- Ah cala a boca Nathan, você não faz nada. – voltei a rir

- A única coisa que ele faz é chamar a Roxy! - Jay gargalhou.

- Vão todos a merda. - Nathan se levantou e foi para a cozinha.

- Revoltado. - Megan se jogou ao meu lado.

- Ele correu pro colo da namorada. – gritei nas ultimas palavras e abracei Megan de lado.

- Max, para de criar confusão. – ela me bateu.

- Mas é a verdade. – Tom respondeu por mim.

- Quando a Roxy vier querendo socar todos vocês, ai eu quero ver.

- Ah ela não esta mais tão briguenta quanto antes, o baby acalmou ela. – Siva comentou rindo.

- Isso é verdade. – Megan sorriu.

- Alguém quer milk shake? – Roxy apareceu com uma bandeja na mão com os copos ali em cima.

 - Eu quero. – Tom se levantou correndo.

- Só não vai acabar com tudo Tom. – falei rindo e me levantando, peguei dois copos e entreguei um pra Megan.

- Roxy é especialista em Milk Shake. - Meg sorriu.

- Faço isso desde os meus quinze anos, meu pai adora. – ela sorriu.

- Então... – Jay puxou assunto.

- Meg qual o nome do seu pai? – perguntei encarando-a.

- August. – ela falou séria.

- Se prepara Max, pela reação da Megan o cara é barra pesada. – Tom falou rindo e eu engoli em seco.

- Ele é legal. - Meg fez cara de mal - só ainda acha que eu sou a bebê dele, mas tudo bem.

- Eu lembro da ultima vez que você apareceu com um garoto na sua casa. – Roxy saiu da sala rindo.

- Vixe ferrou pro seu lado Max. – Siva riu.

 - Ah ele só deu uns gritinhos, nada de mais. - Meg sorriu.

- Boa sorte Max. – Jay que estava ao meu lado me deu tapinhas no ombro.

- Vou causar boa impressão pode deixar. – comentei.

- Max, não precisa desse medo todo, é só meu papai. - ela falou de um jeito fofo.

- Desde que ele não seja muito bravo, eu to bem. – sorri e selei nosso lábios com um selinho rápido. Voltamos a conversar sobre qualquer coisa e logo Rose, Nathan e Roxy adentraram a sala. Nos despedimos da família do Nathan e entramos nos carros para voltar para casa.

                                    Roxy’s Pov

Assim que chegamos eu fui direto para o meu quarto, já estava tarde e eu estava querendo apenas descansar. Troquei de roupa e me joguei na cama, tudo o que eu precisava era tirar uma boa noite de sono.

Xx

Acordei com a tia Rose gritando no meu quarto, definitivamente aquilo não estava nos meus planos. Me levantei e fui até o banheiro, fiz a minha higiene matinal e me troquei (http://www.polyvore.com/roxys_clothes_25/set?id=69950298), desci as escadas correndo e avistei a Megan (http://www.polyvore.com/cgi/set?id=70050389&.locale=pt-br), estava com a chave do carro na mão e completamente nervosa.

- Ta pronta? – ela perguntou.

- Pra que?

- Buscar meu pai no aeroporto, ou você esqueceu?

- Putz, esqueci completamente. Deixa eu pegar um pedaço de bolo e a gente vai. – corri até a cozinha e cortei um pedaço do bolo de chocolate, enrolei ele no papel toalha e voltei para a sala. Descemos até a garagem e entramos no carro, comecei a comer o meu café da manhã, enquanto a Megan ficava falando no meu ouvido pra não deixar cair nada. Minutos depois já estávamos no aeroporto, a movimentação era grande pra um simples dia de semana, paramos perto da onde as pessoas iriam desembarcar e ficamos esperando.

- Onde será que ele esta? – ela não ficava quieta.

- Calma Megan, daqui a pouco ele aparece.

- Ta demorando muito.

- Se controla Megan, eu sei que você não vê ele faz tempo, mas calma. – falei e ficamos esperando por mais uns minutos, logo avistamos dois homens, um vestia uma calça jeans escura, uma camiseta branca lisa e um blazer, pai da Megan. O segundo estava com uma calça jeans também escura, uma blusa azul escura e uma jaqueta de couro preta, esse eu reconheço como sendo o meu pai.

 - Olha ali. – ela apontou.

- É meu pai mesmo? – perguntei ainda desacreditada.

- É Roxy!  Ele veio com o meu pai. - Megan sorriu alto.

- Aqui pai!! – gritei assim que avistei os dois meio perdidos no meio de tanta gente, levantei os braços e logo vi eles apontando pra nós duas.

- Ai meu Deus meu pai. - Megan correu e pulou em cima do tio August que a recebeu de braços abertos.

- Oi pai, como você esta? – abracei-o fortemente.

- Eu estou bem filha, e você e a Megan? Soube que andaram aprontando, e que história é essa de namorado?

- Bem é que... – passei a mão no cabelo rindo da reação dele.

- Ela ta namorando o Nathan Sykes da The Wanted. – Meg me entregou.

- Cala a boca Megan. – dei um tapa no braço dela.

- Quero conhecer esse garoto ai, ver se ele é bom pra minha filha. – ele arqueou a sobrancelha.

- E você Megan? Que história é essa de fugir? – tio August perguntou.

- Ah pai, foi uma longa história, tudo graças a mamãe. - ela revirou os olhos.

- Que tal irmos para casa e lá a gente resolve tudo eim? – perguntei.

- Vamos, quero que conheça os meninos, principalmente o tio Christian, que vai ver o Nathan. -Meg falou.

Puxamos as malas dos nossos pais e logo já estávamos em direção ao carro, eles começaram a nos contar algumas histórias engraçadas de quando erámos pequenas e eu e a Megan simplesmente não conseguíamos conter as risadas altas. Entramos no carro e eu mandei uma sms falando para os meninos aparecerem na nossa casa, o caminho inteiro fomos explicando para eles sobre a cidade e os pontos mais bonitos de Londres.

- Chegamos. – eu disse abrindo a porta do apartamento.

- Até que enfim. – tia Rose falou e os abraçou.

- Querem alguma coisa para comer? – perguntei deixando as malas do lado do sofá.

- Filha você quer fazer um milk-shake pra mim? – meu pai perguntou e eu apenas assenti.

- Tio você também vai querer?

- Mas é lógico. – ele respondeu rindo.

Eu e a Megan fomos até a cozinha e deixamos nossos pais na sala conversando, provavelmente a tia Rose estava explicando tudo o que tinha acontecido desde que chegamos, a campainha soou e nós começamos a rir, ficamos na cozinha e terminamos o milk-shake dos nossos pais, cada uma pegou um copo e paramos na porta da cozinha apenas analisando as pessoas que estavam na sala, os meninos já estavam conversando animadamente com os nossos pais e nós não pudemos deixar de rir novamente.

- Olha as meninas ai. - tio August apontou.

- Oi meninos. - Meg sorriu.

- Seu milk-shake pai. – sorri e entreguei o copo. – E ai galera.

- Oi Roxy. – Nathan sorriu pra mim.

- Você é o tal do Nathan? – meu pai perguntou e eu contive a risada.

- É ele mesmo. – Tom ficou vermelho de tanto segurar o riso.

- S-sim sou eu mesmo senhor Christian. - Nathan o olhou receoso.

- Não precisa ter medo de mim rapaz, não vou te matar só por que você namora a minha filha.

- Eu sei senhor, é que eu estou meio nervoso de falar com o pai da pessoa que eu amo.

- Nosso baby crescendo. – Jay falou rindo.

- Pare de encher o meu namorado. – mostrei a língua.

- Desde que você não a faça chorar igual o ultimo... – meu pai comentou.

- Claro que não senhor, aliás, conheci ele. - Nathan falou.

- Estou torcendo para que você tenha acertado a mão na cara dele.

- Pai!! – o repreendi rindo.

- O que filha? Você sabe que eu nunca gostei daquele garoto, mas você não me ouvia.

- Infelizmente, ele desistiu antes do esperado.

- E desde quando você estão juntos? – meu pai perguntou apontando para nós dois.

- Ah faz um tempinho né Nath?! Mas ele me pediu em namoro na semana passada quando fomos viajar.

- Viajar? Pra onde?

- Barbados. – Megan falou.

- Boa escolha eim, eu e o seu pai já fomos para lá Megan. – meu pai olhou para o tio August e logo os dois caíram na risada.

- Ai tem coisa. – comentei.

- Qual dessa vez vocês dois aprontaram nas viagens de "Negócios" - Megan fez aspas e os meninos estavam confusos.

- Não aprontamos nada filha. – August respondeu.

- E então meninos vocês estão cuidando bem dessas pestinhas? – meu pai perguntou e bagunçou o meu cabelo.

- Elas são muito danadas. – Jay falou.

- Mentira isso ae. – fiz cara de emburrada.

- É verdade, essas duas nos fazem passar por cada coisa. - Siva falou.

- Megan, isso é um complô contra a gente. – falei.

- Desculpa filha mas desde pequenas vocês são complicadas. – meu pai comentou.

- Isso é mentira, eu sempre fui comportada. - Megan levantou o braço.

- Comportada? – gargalhei alto. – você esqueceu de quando derrubou a árvore de natal?

- Aquilo foi um simples erro de percurso enquanto eu passava, ela estava no meu caminho. - Meg respondeu.

- Mentira, você tava correndo atrás de mim pra pegar o seu presente.

- Nossa Megan, você acabou com o natal. – Tom riu.

- Parem! – ela fez bico.

- Calma Meg, estamos brincando. – Max finalmente se pronunciou.

- Nossa Max você ta vivo. – falei rindo.

- Então você é o Max? – tio August perguntou.

- S-sim, sou eu mesmo. – ele engoliu em seco.

- Hum, bom saber. – ele o olhou.

- Que tal fazermos alguma coisa a noite?- perguntei.

- Na verdade Roxy, eu reservei um restaurante para todos essa noite. – Max comentou.

- Você o que? – Meg o encarou.

- Qual é o problema? Vamos jantar todos fora. – Max deu de ombros.

- Por mim tudo bem. – sorri.

- Se for assim, eu também. - tio August falou. - vamos beber fora em Londres Christian. - ele sorriu.

- Vocês são uma comédia. – tia Rose riu.

- Apenas animados. – meu pai respondeu.

- Oba bebida. – Tom falou.

- Animados para essa noite? – tio August perguntou para os meninos.

- Sempre. – Tom riu.

- Muito. – Max falou.

- Com certeza. - Jay sorriu.

- Posso levar a Nareesha? - Siva perguntou.

- Eu estou ansioso. - Nathan falou.

- Eu quero beber. - Meg falou.

- Nada disso mocinha. - Tio August a repreendeu

- Não né pai, eu já bebo a anos. - Meg rolou os olhos.

- É que ele ainda não te viu bêbada. – comentei rindo.

- Igual no aniversário dela? – Tom perguntou.

- Que história é essa? - Tia Rose e os dois demais nos encararam e Megan estava para pular em meu pescoço.

- É que a Meg passou um pouco dos limites, mas eu controlei a situação. – sorri tentando desfazer a cagada.

- Hm que bom. - tio August olhou desconfiado.

Continuamos conversando por mais algumas horas, nossos pais voltaram a contar coisas da nossa infância e eu e a Megan só sabíamos enfiar a cara na almofada para ninguém reparar no quanto vermelha estávamos.

                                  Megan's Pov

Depois que os meninos foram embora, fomos nos arrumar. As bruxas apareceram e ficaram de melação com nossos pais, que foram carinhosos com elas, e eu não gostei disso, elas souberam do Jantar e quiseram ir, mas a reserva só era para 11 pessoas, então elas ficaram de fora. A raiva delas no instante fez a minha alegria e a de Roxy.

Entrei no meu quarto e fui tomar um banho, enquanto a água batia no meu corpo eu ficava pensando o quanto aquele apartamento estava cheio agora, antes era só eu e Roxy, nos mudando pra cá, eu dançando Enrique Iglesias e Roxy na bateria... pensei em Enrique e ainda tinha que falar que não posso mais dançar em sua turnê. Eu espero que ele compreenda. Sai do banho e procurei o meu vestido no guarda roupa, me arrumei (http://www.polyvore.com/cgi/set?id=70053522&.locale=pt-br) e sai do quarto, vendo Roxy (http://www.polyvore.com/cgi/set?id=70014595&.locale=pt-br) dando o ultimo retoque na maquiagem em frente ao espelho.

- Vamos lá gatona. - bati nela e sorri abertamente, descendo as escadas onde todos já estavam ali. Nareesha estava sentada veio correndo falar comigo.

- Me empresta seu brilho? – pediu.

- Ta lá em cima com a Roxy - falei e ela subiu correndo as escadas.

Olhei para Max vestido casualmente, em uma camisa branca de manga Longa, levantada até a curva do braço, calça Jeans preta e seu inconfundível all star branco que ele adora.

- Max.  - o chamei já que a sala estava um barulho sem fim, graças aos risos misturados de meu pai, tio Christian e Tom.

- Fala Megan. – ele veio até mim.

- Posso falar um instante com você? – pedi.

- Mas é claro. - sai na frente em direção a cozinha e ele logo veio atrás, fechei a porta por causa do barulho e o encarei.

- Desculpa ter fugido sem te avisar...é que eu precisava. - falei abaixando a minha visão até minhas unhas.

- Não tem problema Meg, o importante é que agora nós dois estamos juntos. – ele sorriu.

- Eh... mais ou menos né. – sorri sem graça.

- Mais ou menos? Estamos juntos sim. – ele arqueou a sobrancelha.

- Não Max, não estamos "realmente juntos", sabe, igual Nathan e Roxy. – falei.

- Eu estou esperando o momento certo pra isso. – ele sorriu.

- Sabe que eu te amo né? - sorri fitando aqueles lindos olhos verdes.

- Sim, e eu também te amo. – ele se aproximou e me deu um selinho demorado.

- Sua barba esta para fazer. - sorri passando a mão em seu rosto.

- Digamos que fiquei preocupado demais pra fazer a barba. – ele riu.

- Gosto mais assim. - continuei passando a mão. - vamos voltar para a sala?

- Claro, devem estar nos esperando. - saímos da cozinha e Roxy já tinha descido, Nathan estava sorrindo feito um abestado por causa dela.

- Vamos? - chamei e todos saíram. Fizemos a divisão nos carros e logo estávamos andando pelas ruas. Chegamos ao restaurante, não muito chique mas casual e elegante para a ocasião. Entramos e Max que fez a reserva deu nossos nomes e logo fomos encaminhados para a mesa.

- O que vão querer? – perguntei.

- Eu quero uma salada e pra começar, cerveja. - Jay falou.

- Eu vou acompanhar o Jay na salada, mas eu quero vinho. – Roxy ainda olhava o menu.

- Acho que podemos pedir a mesma coisa para os outros não? - falei e eles assentiram. O garçom veio anotar os pedidos e logo os vinhos e cervejas chegaram a mesa antes da comida. Bebemos e começamos a rir enquanto o tempo passava, logo nossos pratos chegaram e o meu macarrão com molho branco estava excelente.

- Comi demais. - Tom bateu na barriga.

- Eu também. - pai falou.

- Olha tem sobremesa. – Roxy comentou.

- Cadê? – Tom tomou o cardápio da mão dela.

- Nossa Tom. - rolei os olhos rindo.

- Educação mandou lembranças. - Siva comentou.

- Quero mais vinho. - Nathan pediu e minha mãe concordou.

- Esse dai não tem educação não. – Roxy apontou para Tom. – Vixe Nathan nada de ficar bebendo vinho loucamente.

- Faz bem ao coração. - tio Christian levantou a taça.

- Pai não incentiva. – Roxy fez bico.

- Porque se você bebe? - ele sorriu.

- E muito. - Jay falou.

- Me poupe vocês. – Roxy revirou os olhos.

- Er... gente. – Max se levantou. – preciso fazer uma coisa. Fiquei o olhando de pé, todos pararam de falar e ficaram encarando ele atento, fiquei procurando alguma pista em seu rosto mas ele só parecia nervoso.

- Continue rapaz. - meu pai falou.

- Como vocês sabem, a quase um mês atrás eu conheci uma bailarina. – ele sorriu pra mim. – graças a nossa nova baterista. Assim que eu coloquei os olhos sobre essa garota, eu tive a certeza de que ela seria a certa pra mim, com o tempo nós fomos nos conhecendo, ciúmes da minha parte rolou solto nesse tempo, mas também quem não teria de uma garota linda, com um sorriso cativante, olhos pretos tão brilhantes e intensos, que dança muito bem e que é muito inteligente?! – começamos a rir da ultima frase. – Mas o que eu quero mesmo dizer com tudo isso é que, eu me apaixonei por essa garota, na verdade eu estou amando-a com todas as forças que alguém pode ter, e a única coisa que eu peço é... – Max tirou uma caixinha do bolso e se ajoelhou na minha frente. – Megan, você aceita namorar comigo?

Fiquei o encarando, o sorriso espalhado no meu rosto, minha visão já estava afetada pelas lágrimas e minha boca se abria e fechava tamanha era a felicidade da surpresa. Para mim no momento só estava eu e Max, ele ajoelhado na minha frente com a mão estendida.

- Sim, meu amor, eu aceito. - sussurrei para ele e o puxei, envolvendo ele em meus braços. Ele me abraçou na mesma intensidade e sorri contra o seu pescoço. - Sim, sim, sim Max. - repeti várias vezes.

- Eu te amo. – Max sussurrou me dando um selinho demorado.

- Eu também te amo. - senti o salgado das minhas lágrimas que escorriam pela minha bochecha. Me soltei dele e ele antes de colocar o anel, me mostrou o que tinha dentro "Baixinha" no meu e no dele "Nanico" não aguentei e sorri abertamente, ele colocou o anel e amostrei pra todos na mesa.

- Rapaz, faça minha filha feliz. - meu pai se levantou e apertou a mão de Max.

- Ai que lindo!! – Roxy e Nareesha comentaram juntas com os olhinhos brilhando.

- Vejam, não é só vocês que tem um namorado agora HAHA. - comentei radiante.

- Pelo menos o nosso não é careca Haha. – Nareesha falou e todos caíram na risada.

- Tem certeza que você quer que eu conte várias coisas sobre o Siva? - Max falou assombroso.

- Ei! - Siva riu.

- Parem de zombar do meu namorado. - falei dando ênfase a ultima palavra. Sim!! Ele é meu namorado.

- Isso ai amor, me defende. – Max riu.

- Ai não agora esses dois vão começar com isso. – Roxy abaixou a cabeça.

- Do jeito que o Nathan corre pra ti. – falei.

- Ui essa doeu. - Tom riu.

- Isso é mentira. - Nathan levantou o dedo como negação.

- É mais fácil ele correr pra minha prima do que pra mim. – Roxy fez drama, isso sempre funcionava com o Nathan.

- Roxy! O que eu faço pra essa menina acreditar? - ele passou a mão nos cabelos.

- Some. – ela fez drama de novo e eu pude ler em seus lábios “Isso sempre da certo” comecei a rir e ela conteve o riso.

- Roxy, nós estávamos bem...porque você faz isso? - ele já estava nervoso.

- Eu tava brincando baby. – ela mostrou a língua.

- Essa minha filha daria uma ótima atriz. – o tio Christian bateu na mão dela.

- Aprendi com o melhor. – ela piscou.

- Isso não teve graça. - Nathan suspirou.

- Eu ri. - Max falou e o abracei.

- Não teve graça o “isso é mentira”. – Roxy fez uma voz grossa.

- Mas eu não corro pra você quando eles falam algo... ta eu corro. - Nathan se entregou.

- É que a gente é um casal meio complicado Nathan, ai eles são muito lentos para entenderem. – Roxy riu.

- Não vão tentar entender eles não ok? - apontei pros dois rindo.

- Eu acho melhor não. – Siva comentou.

- Eu to fora. – Nareesha riu.

- Vamos todos beber e comemorar então? – Jay falou.

- Com toda certeza. – Max sorriu. Ficamos ali comemorando e bebendo, agora eu era a namorada de Max, e oficialmente, ele era meu.

                                       Tom’s Pov

Tudo ocorreu devidamente bem naquela noite, a conversa tinha sido ótima, o Max finalmente pediu a Megan em namoro, e voltamos para casa tranquilos e cansados. Peguei meu celular no intuito de olha o relógio e percebi que tinha algumas sms.

“Tom estou quase chegando em Londres xx Claire”

“Me busca daqui trinta minutos xx Claire”

“Cheguei Tom, cadê você xx Claire”

“Porra Thomas, você esqueceu não foi? Xx Claire”

Droga! Eu realmente tinha esquecido que a Claire chegava hoje, peguei a chave do carro e desci até a garagem, entrei no mesmo e comecei a dirigir em direção ao aeroporto, as ruas estavam praticamente desertas já que era de madrugada. Em poucos minutos cheguei no meu destino, entrei e comecei a procurar por ela, me deparei com um café e uma garota sentada lendo com algumas malas ao lado, era ela.

- Cheguei! Me desculpa pelo atraso. – me sentei na frente dela.

- Acho que não precisava mais vim. – ela me olhou.

- Desculpa mesmo Claire, eu estou muito cansado, ontem a Megan sumiu e a gente ve que procurar ela feito loucos, depois achamos e fomos buscar ela. Ainda essa noite o Max resolveu fazer um jantar e pedir a Megan em namoro. Me perdoa por favor. – implorei.

- Nossa sério isso? Tudo bem Tom, depois de esperar quase 1 hora aqui.

- Depois eu te explico tudo isso, agora vamos? Essa noite você fica lá em casa e depois eu te levo pra sua, ok? – perguntei já me levantando.

- Tudo bem. – ela sorriu.

Peguei a suas malas, e fomos em direção ao carro. Entramos e ficamos conversando sobre tudo o que tinha acontecido, ela me contou sobre algumas coisas que tinha acontecido em Barbados enquanto não estávamos lá e eu quase xinguei todo mundo por ter perdido uma noite havaiana. Assim que chegamos em casa os meninos começaram a me zoar por eu ter esquecido de buscar a Claire, ela apenas ria e eu retrucava bravo. Subimos as escadas e fomos para o meu quarto que por sorte tinha uma cama de casa, tirei a camisa e a calça ficando apenas de boxer, me deitei e me enrolei na coberta. Logo depois avistei Claire apena de calcinha e sutiã, ela se deitou ao meu lado e eu abracei-a e apertei-a junto ao meu corpo. Fiquei acariciando a sua barriga até pegar no sono.

                                   Jay's Pov

Acordei lentamente, a preguiça tomando conta do meu corpo mais do que o necessário. Levantei me coçando e olhei para o relógio, ainda seria 7:00 hrs. Foda-se já estava acordado mesmo, fui tomar um banho para ver se despertava e as imagens da noite passada vieram a minha cabeça: Max e Megan Juntos, Nathan e Roxy dando crises engraçadas, a chegada de Claire. Enquanto me ensaboava a imagem de Rose passou em minha cabeça, acho que o que eu fiz foi meio precipitado. Eu me aproveitei dela, em um momento de fraqueza, fiquei encarando a água cair sozinha enquanto estava imerso em pensamentos, eu teria que pedir desculpas.

Tranquei o chuveiro e rapidamente me enrolei na toalha, ia escorregando na saída, mas me equilibrei na porta, vesti uma calça Jeans e uma blusa polo. Peguei as chaves do carro de Max e sai para o apart das meninas, eu não ia conseguir passar o dia bem sem antes falar com ela. Subi até o andar e toquei a campainha, pedindo mentalmente para que os pais das meninas ainda estivessem dormindo, a porta foi destrancada e mostrou justamente Rose, já pronta pra sair.

- James, o que faz aqui? E a essa hora? – ela sorriu.

- Eu preciso falar com você, esta de saída? - perguntei colocando as mãos no bolso da calça.

- Eu estou indo até a padaria, me acompanhe e a gente conversa. Também estou querendo falar com você.

- Ótimo. - dei passagem e ela fechou a porta. Entramos no elevador em silencio e assim que passamos pela recepção, para a rua de Londres, começamos um passo acelerado, o frio chicoteava meu rosto a essa hora da manhã, mas não me importei.

- Rose, eu tenho que te pedir desculpas. - comecei enquanto caminhávamos.

- Por?

- Por ter te beijado. - a encarei. - eu sei que você estava em um momento difícil pelo sumiço da Megan e eu meio que aproveitei...desculpa.

- Não leve toda a culpa pra você James, eu também sou culpada, não deveria ter cedido você tem a idade da Megan, não é certo. Mas, você me ajudou a ver o relacionamento da minha filha de modo diferente, então não precisa se sentir culpado. - eu a olhei por um breve momento e continuamos a andar em silencio, não precisava falar nada no momento.

- Eu precisava falar com você, precisava te pedir desculpas, ou não conseguiria ficar em paz. - falei baixo quase em um sussurro.

- Eu também pensei a mesma coisa, não se preocupe. – ela sorriu. – você é um bom rapaz James, espero que ache alguém boa o suficiente.

- Eu duvido muito disso. - olhei para o céu cinzento, como se quisesse chover, mas era apenas mais uma manhã em Londres.

- Não precisa ficar procurando por ela James, cada um tem o seu encaixe perfeito, logo você vai encontra-la e vai entender o que eu te digo.

- Assim eu espero. - sorri levantando as sobrancelhas, chegamos na padaria e Rose comprou o que precisava, aproveitei e comprei uma dúzia de rosquinhas açucaradas para levar para casa. voltamos a caminhar  o percurso de volta.

- Só espero que Megan não saiba o que houve ou nunca ela vai me perdoar. - falei rindo.

- Ela nem precisa saber. – Rose gargalhou. – segredo.
- Mas porque você e o August se separaram? – perguntei.

- Na verdade nós somos meio complicados, ele queria montar um negócio fora do Brasil, e eu me recusei a ir com ele, a Megan ainda era pequena e tinha a Roxy também, as duas não se separavam por nada, eu não podia fazer aquilo com elas. Então ele foi sem mim, lógico que eu fiquei mal, eu o amava, amo, não sei... mas depois aprendi a conviver.

- Ele parece ser uma boa pessoa, acho que ele ainda gosta de você. – falei.

- Sim mas... nossas vidas são complicadas, talvez eu tente conversar com ele.

- Vocês talvez se entendam. Percebe que a Megan conseguiu juntar vocês dois no lugar onde ela sempre quis estar? – falei.

- É... talvez Paris não seja o lugar mais recomendado para o amor. – ela sorriu.

- London baby. – pisquei e sorri.

Chegamos no apart e Megan e Roxy já estavam acordadas, as duas juntas aninhadas no sofá assistindo TV só de pijamas, não aguentei a cena e comecei a rir delas.

- Jay? Esta hora aqui? – Megan me olhou.

- Eu encontrei com ele na padaria e chamei pra vim tomar café. – Rose deu de ombros e foi até a cozinha.

- Ah quer dizer que vocês não gostaram da minha visita matinal? - me joguei no sofá ao lado delas e as envolvi com meu braço.

- Para Jay, sabe que te considero como um irmão. – Roxy me abraçou de lado.

- Eu também seu meninão. - Meg me apertou. Comecei a rir daquelas duas, logo os minutos foram passando e eu tive que voltar para casa, já que Max estava ligando insistindo querer seu carro de volta.

                                   Nathan's Pov

Coloquei uma roupa ocasional para o que ia fazer, uma calça Jeans, blusa branca, jaqueta preta e um boné que peguei no armário. Desci correndo as escadas e logo dei a partida no carro, queria mostrar um lugar a Roxy que tenho certeza que ela ainda não tinha ido. Toquei a campainha três vezes e ela foi atendida por Christian.

- Tudo bom Nathan? - ele apertou minha mão.

- Tudo. A Roxy esta ai? – perguntei.

- Sim, entre. - ele deu passagem e logo Roxy apareceu na sala, com roupa de dormir e com o cabelo amarrado em rabo de cavalo.

- Nathan? Nossa é tanta visita hoje. - ela sorriu vindo me abraçar, a recebi em meus braços.

- Que tal a gente dar uma volta? – perguntei.

- Oba! Um momento. - ela correu subindo as escadas indo se trocar, minutos depois ouvi um grito e Meg apareceu no alto da escada.

- Isso não é Justo Nathan! O Max não faz isso comigo! Ele é um bruto e você um fofo! - ela sumiu pisando fundo para o quarto, sorri silenciosamente. Bell passou por mim, me encarando, mas fingi mexer no celular, minutos depois Roxy desceu pronta para irmos.

- Onde é?

- Surpresa. - sorri. Saímos do apartamento e logo entramos no carro, depois de várias voltas, parei em uma praça um pouco longe de propósito e descemos. Peguei sua mão e a puxei, caminhamos e quando estávamos chegando perto, tampei sua visão.

- O que é isso Nathan? - ela falou desesperada.

- Calma que você já vai descobrir. – sorri.

A puxei ainda tampando seus olhos e as pessoas em volta estavam olhando, mas logo entendiam o que era. Ficamos parado alguns instantes esperando a nossa vez, quando a fila andou, entramos em uma cabine da London Eye e esperei ela alcançar o Topo.

- Isso é para você. - tirei a mão e a deixei contemplando a visão de cima.

- Isso é realmente lindo. – ela disse caminhando mais para perto do vidro.

- Sabia que ia gostar. - a abracei por trás enquanto os raios de sol refletiam no vidro, mostrando a imagem de Roxy sorrindo.

- Me sinto uma completa boba, quando to com você. – ela falou baixinho.

- Isso só demonstra que eu estou fazendo certo para ter o seu amor. – sorri. - você é igual essa paisagem Roxy, linda.

- Esta fazendo tudo e muito mais, você sempre me surpreende. Da próxima vez, a surpresa fica por minha conta... obrigada Nath, por tudo.

- De nada, você merece isso Roxy, você mudou muito a minha vida, eu te amo. - passei o Nariz pelo seu pescoço.

- Quem diria que Nathan Sykes conseguiria me transformar em uma garotinha sem rumo?! – ela colou as mãos sobre as minhas que seguravam a sua cintura. – também te amo Nathan.

- Sem rumo? – olhei seu rosto.

- É eu digo, eu não era assim, costumava não me deixar levar muito pelos sentimentos e ser movida pela razão, ainda mais depois de tudo aquilo com o Zach, mas com você foi diferente. – ela sorriu.

- Porque você pode acreditar em mim Roxy. - segurei seu rosto com as duas mãos. - Roxy, eu lutei por você, por mais que foi difícil, mas eu lutei e você pode acreditar em mim. – sorri.

- Você não pode ser real garoto. – ela me deu um tapinha no braço. – eu confio muito, muito em você, mesmo com todas aquelas brincadeiras.

- Mas sabe que eu te amo. - beijei a sua bochecha levemente vermelha.

- Eu também te amo, mas para de fofo se não essas meninas que estão aqui vão te atacar. – ela riu. – e você é meu, só meu.

- Só seu. - falei e selei nossos lábios em um beijo leve, quando percebemos já estávamos para descer. - e o passeio na London Eye acabou. - falei com a voz engraçada fazendo ela rir.

- Falavam que isso aqui demorava mais, quero meu dinheiro de volta, isso é propaganda enganosa.

- Vamos lá reclamar. - a puxei pela mão e saímos rindo. Caminhamos até a praça onde deixei o carro e nos sentamos no gramado.

- Não parecia que ia fazer um dia tão lindo hoje de manhã. – Roxy comentou.

- Aqui é assim, nunca se sabe. – falei.

- Esse tempo é muito bipolar.

- Mas, vamos curtir o dia. – falei sorrindo.

- Claro! Esta tão perfeito.

- Quer algo? – perguntei.

- Uma coca talvez? – ela sorriu.

- Só isso? – me levantei.

- Aceito um beijinho também. - me abaixei e segurei com uma das mãos seu pescoço e a puxando para mim, selando nossos lábios, inspirei o seu perfume com força e a olhei.

- Vou indo.

- Ta bom, to te esperando. - Sai e fui até uma lanchonete que tinha ali no parque, comprei o que ela pediu e voltei aonde ela estava. E assim ficamos a tarde até cair o pôr do sol.

                                   Max’s Pov

Já estava escuro e não tinha quase ninguém em casa, o Nathan tinha saído com a Roxy e ainda não tinha voltado, o Tom e a Claire foram na sorveteria enquanto o Siva e a Nareesha foram na casa dos pais dela. Jay estava sentado no sofá com uma garrafa de cerveja em mãos e eu não estava muito diferente.

- Vou sair. – me levantei.

- Vai nessa. – Jay respondeu e eu subi as escadas correndo, entrei no meu quarto, tomei um banho rápido e me troquei, coloquei uma camiseta branca, um jeans escuro e me all star branco, peguei o meu moletom vermelho dentro do armário já que a noite estava fria. Caminhei até a cozinha e peguei uma cesta, coloquei uma toalha lá dentro e fui colocando alguns lanches, pães, biscoitos, bebidas...

Depois de tudo pronto, fui até a garagem e peguei o meu carro, coloquei tudo no banco de trás e fiz questão de cobrir tudo com um pano... minutos depois eu já estava em frente a porta do apartamento da Megan tocando a campainha.

- Max! Boa noite garoto. – August estendeu a mão e eu o cumprimentei.

- Boa noite! A Megan esta ai?

- Ouvi meu nome. – Megan saiu da cozinha.

- Vamos dar uma volta? – perguntei.

- Claro! A onde vamos?

- Segredo, daqui a pouco você descobre. – sorri e a puxei pela mão, entramos no elevador conversando sobre coisas banais e divertidas. Abri a porta do carro pra ela, e ela sussurrou um “obrigada”, dei a volta no mesmo e segundos depois já estava ao lado dela.

- O que foi? – ela perguntou assim que percebeu que ainda estávamos parados.

- Preciso que você coloque uma coisa. – falei levando as mãos ao banco de trás.

- Por o que Max? O que você ta aprontando?

- Nada demais, amor. – puxei a venda preta e mandei ela se virar. Coloquei-a em frente ao seus e dei um nó um pouco forte atrás de sua cabeça.

- Quantos dedos tem aqui? – perguntei levando as mãos em frente ao seu rosto.

- Sei lá, quatro?

- É você definitivamente não esta vendo nada. – gargalhei alto e liguei o carro, comecei a dirigir e já estávamos há um bom tempo dentro do carro, ela já estava ficando estressada de tanto esperar e eu não fazia nada além de rir do desespero dela.

- Finalmente chegamos. – ela disse assim que estacionei o carro.

- Você vai esperar mais um pouquinho.
Sai do carro, e abri a porta de trás retirando a cesta dali. 

Caminhei até a praia e peguei a toalha, estendi sobre a areia e ajeitei a cesta na ponta, coloquei os pratos sobre a mesma e ajeitei os talheres, coloquei o vinho e as taças sobre uma superfície lisa e mais resistente que eu tinha pegado, deixei as comidas dentro da cesta e voltei para o carro.

- Tira o tênis. – falei assim que abri a porta.

- Acho que vou precisar de ajuda, não to enxergando nada. – ela riu.

Ajudei-a tirar os seus tênis e eu tirei os meus, peguei-a no colo e ela soltou uma risada fraca. O seu estava bem estrelado e brisa era fria e gostosa, caminhei até o mar e sentia a água gelada em meus pés, no mesmo momento me arrepiei e aos poucos coloquei-a no chão.

- AAh! – ela deu um gritinho assim que sentiu a água em seus pés, abracei a por trás e dei um beijo em sua nuca. Levei as mãos até a venda e a retirei calmamente.

- Surpresa!! – sussurrei perto do seu ouvido.

- Max, o que é isso...? - ela olhava o mar fascinada.

- Bem...minha garota uma vez me disse que eu não era romântico, que o Nathan era fofo demais, e que eu era um bruto. Então eu resolvi fazer uma surpresinha pra ela. – apertei-a mais contra o meu corpo.

- Quem te contou isso? – pude ver ser sorriso.

- Uma garota baixinha, na qual eu estou abraçado agora, que tem os olhos pretos mais brilhantes e intensos que eu conheço, que tem o perfume mais cheiroso de todos e que é meu encaixe perfeito. – beijei o seu pescoço.

- Você as vezes é tão fofo Max.

- Calma que não é só isso baixinha. – virei-a pra mim e selei nossas bocas em um beijo calmo, pedi passagem da língua e ela cedeu, ficamos assim por incontáveis minutos, até que parimos o beijo com leve selinhos na intenção de respirar um pouco. Aproveitei e puxei-a pela mão até onde estava o nosso piquenique.

- Onde esta me levando? Tem mais? - ela perguntou.

- Você acha mesmo que eu ia deixar você passar fome? – perguntei rindo e me sentei sobre a toalha, ela ficou em pé me olhando por um tempo e eu passei a encara-la curioso.

- O que deu em você?

- Megan! Eu só queria fazer uma surpresa pra você, não gostou?

- Adorei, amei! - ela sorriu e se sentou. – mas que vindo de você, sei lá, é engraçado.

- É que eu não sou acostumado a fazer essas coisas sabe?! – falei abrindo o vinho e pegando as taças.

- Mas ta perfeito meu amor.

- Que bom que gostou, sou meio sem jeito pra essas coisas você sabe. – sorri e estendi a taça pra ela.

- Obrigado... mas sério, nunca alguém fez isso pra mim, obrigado Max. - ela sorriu.

- Pois, você ainda terá muitas surpresas, melhores que essa. – sorri.

- Assim espero.

- E então ta com fome? – perguntei tirando alguns lanches de dentro da cesta.

- Um pouco.

- Desculpa por não ter um jantar melhor para acompanhar o vinho, mas eu resolvi fazer tudo de ultima hora.

- Ta perfeito Max, só a sua companhia o torna perfeito.

- Eu te amo Megan. – puxei ela mais para perto e a abracei de lado.

- Eu que te amo Max, você mudou minha vida.

- Você também mudou a minha, e muito. – dei um beijo em sua bochecha. – agora é sério, to morrendo de fome.

- Pois vamos comer. – ela disse.
 
Peguei os lanches e entreguei um para ela, não entendi o motivo de ter pegado talheres, mas resolvi ignorar aquilo. Continuamos comendo, assim que terminamos guardamos tudo e eu a puxei para mais perto do mar, ela deitou no meu colo e comecei a mexer nos cabelos dela ficamos admirando aquela maravilhosa vista que a praia nos proporcionava.

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